Um casal foi preso em Sorriso, no Mato Grosso, suspeito de utilizar uma campanha falsa de arrecadação de dinheiro para obter doações pela internet.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, os investigados afirmavam que o filho de 4 anos enfrentava uma doença grave e precisava de um procedimento médico urgente, utilizando essa narrativa para sensibilizar possíveis colaboradores.
De acordo com a Polícia Militar, a campanha era divulgada principalmente por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens. Nas publicações, o casal solicitava ajuda financeira alegando que o tratamento da criança exigia recursos elevados. A estimativa apresentada pelos suspeitos apontava para uma necessidade de arrecadação de aproximadamente R$ 55 mil.
Durante a abordagem realizada pelos policiais, a mulher admitiu ter utilizado ferramentas de Inteligência Artificial para produzir imagens falsas da criança.
As fotografias eram compartilhadas junto aos pedidos de ajuda e tinham como objetivo reforçar a aparência de veracidade da história apresentada aos doadores.
As investigações apontam que diversas pessoas realizaram transferências acreditando estar contribuindo para o tratamento médico do menino.
Entre os casos identificados, há registros de depósitos feitos por diferentes vítimas que confiaram nas informações divulgadas pelos suspeitos.
Segundo os policiais, uma pessoa havia acabado de realizar uma transferência de R$ 20 para a campanha no momento em que a ação foi realizada. Além disso, a apuração identificou pelo menos outras três vítimas, incluindo uma que efetuou uma doação de R$ 300 após ter contato com o conteúdo divulgado na internet.
Após a prisão, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, responsável por aprofundar a análise das provas reunidas até o momento. Os investigadores trabalham para identificar o número total de pessoas que podem ter sido prejudicadas e verificar se houve movimentações financeiras relacionadas à suposta fraude em outras localidades.
As autoridades também buscam determinar há quanto tempo a campanha estava em circulação e se foram utilizadas outras plataformas digitais para ampliar o alcance dos pedidos de doação.
O inquérito permanece em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.