A médica Ellenn Salviano utilizou um recurso improvisado para auxiliar no atendimento de um bebê de 3 meses em uma unidade de saúde localizada em Santa Cruz, no Rio Grande do Norte.
O caso ocorreu em um contexto de insuficiência respiratória grave, quando a criança apresentava baixa oxigenação e necessidade urgente de suporte ventilatório.
De acordo com as informações registradas, o equipamento adequado para o procedimento, um capacete de oxigênio, não estava disponível no momento do atendimento.
Diante da situação clínica do paciente, foi utilizada uma embalagem plástica de bolo adaptada para a oferta de oxigênio, com o objetivo de estabilizar a respiração do bebê enquanto outras medidas eram providenciadas.
O recém-nascido apresentava sinais compatíveis com quadro crítico, incluindo alterações na coloração da pele, o que indicava comprometimento na oxigenação sanguínea.
A equipe médica realizou intervenções imediatas para manter a ventilação até que fosse possível organizar a transferência para uma unidade hospitalar com maior suporte.
O equipamento improvisado permaneceu em uso durante aproximadamente quatro horas, período em que o bebê recebeu oxigênio de forma assistida. Durante esse intervalo, foram realizados monitoramentos constantes dos sinais vitais, enquanto se aguardava a regulação para encaminhamento.
Posteriormente, a criança foi transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal, unidade de referência no atendimento pediátrico. A transferência ocorreu após a estabilização inicial do quadro, permitindo o deslocamento com acompanhamento médico.
Segundo o relato da profissional responsável pelo atendimento, a medida adotada teve como objetivo imediato evitar agravamento do quadro respiratório, considerando a urgência da situação e a ausência do equipamento específico no momento da assistência.
O caso foi registrado como uma ocorrência de atendimento emergencial em unidade de saúde pública, envolvendo o uso de alternativa temporária para suporte respiratório até a chegada do paciente ao hospital especializado.
A situação ocorreu dentro do fluxo de regulação do sistema de saúde, que organiza o encaminhamento de pacientes conforme a gravidade e a disponibilidade de leitos e recursos.
As informações foram divulgadas como parte do registro do atendimento realizado na unidade de saúde de Santa Cruz, com posterior continuidade do cuidado no hospital de referência em Natal, onde o bebê seguiu recebendo acompanhamento médico especializado após a transferência.