O senador Flávio Bolsonaro apresentou uma proposta alternativa durante as discussões sobre o possível fim da escala 6×1 no Brasil. Em vez de reduzir de forma obrigatória a jornada semanal de trabalho, o parlamentar defende um sistema baseado no pagamento por hora trabalhada, semelhante ao modelo utilizado em alguns países, como os Estados Unidos.
Segundo o senador, a proposta teria como objetivo atualizar as regras trabalhistas brasileiras e adaptar a legislação às novas formas de emprego que cresceram nos últimos anos.
Entre os exemplos citados estão trabalhos por aplicativos, home office, prestação de serviços temporários e atividades com horários flexíveis.
De acordo com Flávio Bolsonaro, o modelo permitiria que cada trabalhador escolhesse quantas horas deseja trabalhar, recebendo de forma proporcional ao tempo exercido. O parlamentar afirmou que direitos como férias, FGTS, INSS e 13º salário continuariam existindo, mas calculados conforme a carga horária realizada por cada profissional.
A proposta apareceu justamente no momento em que o Congresso Nacional debate mudanças na jornada de trabalho tradicional. Setores ligados ao governo federal e movimentos trabalhistas defendem o fim da escala 6×1, alegando que a alteração poderia melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e diminuir o desgaste físico e mental provocado por longas jornadas.
Já parlamentares aliados de Flávio Bolsonaro afirmam que uma redução obrigatória das horas trabalhadas poderia aumentar custos para empresas, principalmente pequenos negócios. Para esse grupo, mudanças bruscas nas regras poderiam afetar contratações e gerar impactos no mercado de trabalho.
Outro ponto destacado pelo senador foi a possibilidade de jornadas mais flexíveis beneficiarem mães com filhos pequenos e pessoas que buscam conciliar trabalho com estudos ou outras atividades pessoais.
Segundo ele, horários adaptáveis poderiam oferecer maior liberdade na organização da rotina.
Mesmo sem ter sido oficialmente protocolada no Congresso até o momento, a proposta já provocou forte repercussão nas redes sociais e no meio político. O debate envolvendo jornada de trabalho, direitos trabalhistas e modernização da CLT continua dividindo opiniões entre empresários, trabalhadores, especialistas e parlamentares de diferentes correntes políticas no Brasil.