O ciclo de admissão de 2025 marcou uma mudança nas regras de seleção para o ensino superior na Coreia do Sul, com destaque para a adoção de critérios mais rígidos relacionados ao histórico disciplinar dos candidatos.
Pela primeira vez, candidatos foram rejeitados exclusivamente com base em registros de violência escolar, mesmo quando apresentavam desempenho acadêmico considerado de alto nível.
A Seoul National University, uma das instituições mais concorridas do país, recusou dois estudantes nessa condição durante o processo seletivo.
A prática, no entanto, não surgiu de forma repentina. Desde 2014, a universidade já aplicava um sistema de penalização no qual estudantes com registros de punições por violência escolar poderiam ter até dois pontos descontados na nota do CSAT, o exame nacional de admissão ao ensino superior. Esse sistema funcionava como um fator adicional na avaliação dos candidatos.
Em 2025, houve uma mudança na aplicação dessas regras, passando a permitir que o histórico disciplinar fosse utilizado como critério eliminatório em determinados casos.
Essa alteração resultou na exclusão de candidatos mesmo quando suas notas acadêmicas estavam dentro dos padrões exigidos.
Para 2026, está prevista uma ampliação dessas diretrizes em todo o sistema universitário sul-coreano. A legislação aprovada determina que todas as instituições de ensino superior do país considerem registros de violência escolar em seus processos de admissão, independentemente da modalidade de ingresso utilizada pelos candidatos.
A mudança nas regras foi implementada após debates públicos envolvendo casos de figuras conhecidas que foram acusadas de envolvimento em episódios de bullying durante a adolescência.
Esses episódios passaram a ser considerados no contexto das discussões sobre critérios de avaliação em processos seletivos educacionais.
Com isso, o sistema de admissão universitária sul-coreano passou a incorporar formalmente informações disciplinares como parte dos critérios de análise de candidatos, ao lado do desempenho acadêmico tradicional.