A Secretaria da Saúde do Paraná confirmou a ocorrência de dois casos de hantavirose nos municípios de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa, acendendo um alerta entre as autoridades sanitárias do estado.
Além dos casos já confirmados, outros 11 pacientes estão sendo investigados com suspeita da doença, o que tem levado equipes de vigilância epidemiológica a intensificarem o monitoramento em diferentes regiões.
A hantavirose é uma doença viral rara, porém grave, transmitida principalmente por roedores silvestres. A infecção ocorre, em geral, pela inalação de partículas presentes em urina, fezes ou saliva desses animais, especialmente em ambientes rurais, galpões, depósitos e áreas com acúmulo de grãos ou lixo.
Por isso, atividades agrícolas e contato com locais infestados são considerados fatores de risco importantes.
De acordo com as autoridades de saúde, os casos identificados no Paraná não têm relação com o surto recente registrado em um cruzeiro na Argentina, que vem sendo investigado separadamente.
A secretaria reforçou que se tratam de situações distintas, tanto em origem quanto em contexto epidemiológico, descartando qualquer conexão entre os episódios.
Os pacientes sob investigação estão sendo acompanhados por equipes médicas, e medidas de controle estão sendo adotadas para evitar novos casos.
Entre as ações recomendadas estão a orientação à população sobre limpeza adequada de ambientes fechados, armazenamento correto de alimentos e prevenção da presença de roedores em residências e áreas de trabalho.
A Secretaria da Saúde também destacou a importância do diagnóstico precoce, já que a hantavirose pode evoluir rapidamente para quadros respiratórios graves.
Febre alta, dores musculares, fadiga e dificuldade para respirar estão entre os principais sintomas que devem levar à busca imediata por atendimento médico.
As investigações continuam em andamento para identificar possíveis pontos de exposição e mapear a extensão da circulação do vírus nas regiões afetadas. As autoridades reforçam que, apesar da gravidade da doença, o risco de surtos amplos é considerado baixo quando as medidas de prevenção são seguidas corretamente.
A população das áreas rurais do Paraná foi orientada a redobrar os cuidados, especialmente ao lidar com locais fechados há muito tempo ou com sinais de infestação de roedores, reforçando práticas de higiene e prevenção como principais formas de evitar a contaminação.