O Carnaval mal terminou, mas já tem gente falando em eleição como se um bloco puxasse o outro sem intervalo. Entre confetes esquecidos na rua e fantasias penduradas na cadeira, surgem discursos sérios no meio de conversas que nem começaram direito. É como se o som do tamborim virasse debate e o glitter se transformasse em argumento.
Enquanto alguns ainda escolhem as fotos que vão postar, outros já tentam escolher palavras mais firmes, mesmo que o clima ainda seja de festa atrasada. No meio disso tudo, aparecem pedidos de voto, misturados com lembranças de foliões que nem sabem em que dia estão.
Tem quem diga que tudo faz parte do mesmo espetáculo, só muda o ritmo. Uma hora é marchinha, na outra é promessa. E assim, entre risadas e falas mais duras, o assunto vai se embaralhando como serpentina no vento.
No fim, ninguém sabe muito bem quando a festa acabou ou quando começou essa outra fase. Só dá pra perceber que, de alguma forma, tudo está acontecendo ao mesmo tempo, como se fosse um desfile sem ordem definida.