A Prefeitura de Ribeirão Preto comunicou oficialmente a confirmação de dois casos de mpox no município no ano de 2026, conforme atualização epidemiológica publicada pela Secretaria Municipal de Saúde.
Os dados constam no Painel da Mpox, sistema de monitoramento que acompanha as notificações, os diagnósticos laboratoriais e a evolução das ocorrências da doença em todo o município.
Segundo o boletim divulgado, ambos os pacientes diagnosticados com mpox são do sexo masculino, com idades situadas entre 30 e 39 anos e 40 e 49 anos, respectivamente.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que cinco notificações suspeitas foram registradas e investigadas desde o início deste ano. Destas, duas foram descartadas após exames laboratoriais negativos e uma segue em análise por equipes de vigilância epidemiológica.
Até o momento, não há relatos de óbitos ligados à mpox no município de Ribeirão Preto em 2026, e nenhum dos casos confirmados evoluiu para quadros graves de saúde, segundo os dados oficiais obtidos pela reportagem.
O termo mpox substituiu oficialmente o nome popularizado “varíola dos macacos” em comunicados epidemiológicos e em diretrizes de saúde pública, refletindo mudança adotada por organismos internacionais de saúde.
A doença é causada por um vírus da família Poxviridae, similar ao vírus da varíola humana, e sua transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, secreções ou por meio de objetos contaminados.
Especialistas em vigilância epidemiológica alertam que a disseminação do vírus também pode ocorrer por meio de contato prolongado com gotículas respiratórias de uma pessoa infectada, em situações de proximidade física.
Os sintomas mais frequentes associados à mpox incluem febre, mal-estar generalizado, cefaleia intensa, dores musculares, aumento de linfonodos e erupções cutâneas que evoluem para lesões na pele.
Autoridades sanitárias reforçam que, apesar de poder causar desconforto e exigir acompanhamento clínico, a maioria dos casos de mpox apresenta quadro leve a moderado, com evolução favorável ao longo de semanas.
A confirmação de dois casos em Ribeirão Preto ocorre em um contexto mais amplo de registros no Brasil em 2026, com dezenas de confirmações em outros estados, além de notificações suspeitas sendo acompanhadas pelas secretarias de saúde locais e estaduais.
Dados recentes do Painel Mpox do Ministério da Saúde mostram que o país contabiliza oficialmente dezenas de casos confirmados desde o início do ano, com maior concentração até o momento no Estado de São Paulo.
Em outras regiões brasileiras, autoridades também têm monitorado suspeitas e confirmações da doença. Na capital do Acre, Rio Branco registrou um caso suspeito que segue em investigação, segundo a Secretaria Municipal de Saúde local.
Enquanto isso, estados como Bahia informaram a confirmação de casos em 2026, após investigações epidemiológicas envolvendo notificações recentes, descartes e análises em andamento.
Especialistas ouvidos por veículos de imprensa reforçam que a circulação do vírus exige vigilância contínua, sobretudo em períodos de grande mobilidade de pessoas, como festas e eventos públicos.
A população também é orientada a procurar atendimento médico ao identificar sinais compatíveis com a doença, em especial quando há histórico de contato próximo com pessoas infectadas ou presença de lesões cutâneas.
No Brasil, apesar do número de casos confirmados em 2026 ser inferior aos de anos anteriores, a retomada de notificações em diversos municípios e capitais reacende discussões sobre prevenção e estratégias de resposta sanitária.
O Ministério da Saúde mantém protocolos de vigilância que incluem a notificação imediata de suspeitas, a realização de exames laboratorias e o rastreamento de contatos para reduzir a transmissão comunitária da doença.
Estudos epidemiológicos indicam que a transmissão da mpox é mais eficiente em contextos de contato íntimo ou prolongado, e medidas de higiene, isolamento de casos e orientação médica são componentes centrais da resposta de saúde pública.
Em Ribeirão Preto, a Secretaria da Saúde afirmou que segue acompanhando de perto os casos confirmados, reforçando a importância do monitoramento e do atendimento precoce para casos suspeitos.
Moradores da cidade e profissionais de saúde pública destacam que, embora a confirmação de casos gere atenção, as ações de vigilância e comunicação visam reduzir riscos e orientar corretamente a população sobre a doença.
A confirmação de mpox em Ribeirão Preto representa um novo capítulo no acompanhamento epidemiológico da doença no Brasil em 2026, com autoridades de saúde afirmando que o monitoramento contínuo e a cooperação entre instituições são essenciais para a resposta efetiva.

