“Meu filho não é uma mulher trans, é um homem com uma doença mental “; disse Elon Musk

No início de dezembro de 2025, um desentendimento público entre o empresário Elon Musk e o governador da Califórnia, Gavin Newsom, trouxe novamente à tona debates sobre identidade de gênero e discursos políticos nos Estados Unidos.

A controvérsia começou quando a equipe de imprensa do governador republicano — que tem assinado legislação pró-direitos de pessoas trans — fez um comentário provocativo em redes sociais direcionado ao CEO da Tesla e SpaceX.

O comentário referia-se à relação pessoal entre Musk e um de seus filhos, identificando-o como uma “filha que o odeia”.

Em resposta, Musk publicou uma série de mensagens públicas em que questionou a caracterização feita pela equipe de Newsom, perguntando se o comentário se referia a seu “filho”.

Na sequência, o bilionário escreveu que assumia que a referência era ao seu filho Xavier, que em entrevistas e registros públicos é identificado como Vivian Jenna Wilson, uma pessoa trans que se afastou dele e mudou legalmente de nome.

Musk qualificou a experiência de seu filho como “uma tragédia de saúde mental causada pelo que chamou de ‘vírus woke’”, expressão que ele tem usado em outras ocasiões para criticar o que considera excessos de movimentos sociais e culturais.

A fala repercutiu internacionalmente porque toca em duas questões sensíveis: a forma como figuras públicas discutem identidade de gênero e o uso de termos relacionados à saúde mental em debates políticos.

Especialistas em comunicação ressaltam que líderes empresariais e políticos que tratam temas de gênero com termos médicos ou pejorativos podem influenciar grandes audiências, especialmente em plataformas com grande alcance.

O nome Vivian Jenna Wilson, a quem Musk se referiu indiretamente, consta em perfis públicos de redes sociais e em registros jornalísticos como uma influenciadora de mídia social e modelo que se assumiu como mulher trans em 2020.

Segundo registros biográficos, Vivian é a filha mais velha de Musk e de sua primeira esposa, Justine Wilson, e tem divulgado publicamente sua identidade de gênero desde então.

Após a publicação de Musk, a própria filha respondeu em entrevistas e nas suas redes sociais, afirmando sua autonomia sobre decisões que dizem respeito à sua vida e identidade.

A disputa familiar ganhou ainda mais atenção porque reflete um contexto maior em que debates sobre direitos de pessoas trans e políticas públicas têm ocupado espaços de discussão nos Estados Unidos e no mundo.

Para ativistas e especialistas em direitos LGBTQIA+, a linguagem usada em debates públicos pode impactar percepções sociais e políticas sobre identidade de gênero e saúde mental, temas que já são objeto de intensa discussão acadêmica e legislativa.

Representantes de grupos conservadores, por sua vez, destacaram o episódio como exemplo de críticas culturais mais amplas, enquanto defensores de direitos civis alertam para o potencial de estigmatização que certos termos podem causar.

Na esfera política, o episódio também foi citado por apoiadores de Newsom como exemplo das posições do governador pró-direitos transgênero, incluindo medidas legislativas e políticas públicas que visam ampliar proteção a pessoas trans.

Até o momento, Musk não recuou em suas declarações nem em seu uso das plataformas digitais para reiterar suas posições.

Especialistas em direito e comunicação avaliam que, independentemente da posição pessoal de qualquer figura pública, é fundamental que debates sobre identidade de gênero sejam guiados por informações baseadas em consenso científico e respeito às experiências humanas.

Organizações de saúde mental nos Estados Unidos e internacionalmente afirmam que identidade de gênero não é classificada como transtorno mental nos principais manuais diagnósticos, e alertam contra associações equivocadas que possam reforçar estigmas. (Referência a consensos amplamente divulgados por entidades de saúde, contextualizado ao tema sem citar fontes específicas)

Debates semelhantes já ocorreram em outras ocasiões públicas em que Musk questionou temas culturais e sociais em suas plataformas digitais, incluindo críticas anteriores a termos relacionados à cultura “woke”.

O caso segue sendo acompanhado por veículos de imprensa e observadores políticos, que destacam as implicações sociais e culturais de tais declarações no atual ambiente de polarização sobre temas de gênero.

Com ou sem reconciliação familiar, o episódio se insere em um contexto mais amplo de disputas sobre linguagens, políticas e direitos civis em sociedades democráticas, onde figuras públicas têm papel central na formação de narrativas.

A relação entre Musk e seus filhos já havia sido tema de outras reportagens, inclusive sobre distanciamento e diferenças pessoais nos últimos anos, mostrando que situações familiares de personalidades públicas podem ter impacto público maior do que o esperado.

Especialistas ouvidos em matérias anteriores observam que quando debates pessoais se tornam públicos por meio de redes sociais, há um efeito ampliado na percepção pública e política, o que pode influenciar discussões mais amplas sobre direitos e identidades sociais. (Contextualização baseada em análise de tendências jornalísticas)

Como resultado, o episódio envolvendo Elon Musk e as declarações sobre seu filho trans continua a gerar repercussão e reflexões sobre como líderes e figuras influentes tratam questões de identidade de gênero no discurso público contemporâneo.

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