Estados Unidos registram maior surto de fungo sexualmente transmissível e emitem alerta no país

Os Estados Unidos estão enfrentando um episódio que chamou a atenção de autoridades de saúde pública em nível federal e estadual devido ao aumento de casos de uma infecção fúngica que se transmite por contato sexual, considerado o maior surto conhecido desse tipo no país.

O Departamento de Saúde do estado de Minnesota informou que mais de 30 casos confirmados ou em investigação foram registrados desde meados de 2025, concentrados principalmente na região metropolitana das Twin Cities.

Especialistas sanitários classificam esse surto como histórico dentro do contexto epidemiológico dos Estados Unidos por se tratar de um fungo com padrão de transmissão sexual identificado com frequência crescente em segmentos específicos da população.

A condição é causada pelo fungo Trichophyton mentagrophytes genótipo VII, designado pela sigla TMVII, que acomete a pele e pode provocar lesões persistentes em áreas como genitais, nádegas e membros.

O fungo, embora comumente relacionado a dermatofitoses na pele em outras partes do corpo, neste caso específico manifesta-se como uma infecção que se propaga por contato direto pele a pele durante relações sexuais.

Profissionais de saúde norte-americanos alertam que a natureza da infecção pode levar a diagnósticos errôneos, muitas vezes confundindo a enfermidade com outras condições dermatológicas não infecciosas, como psoríase.

Essa dificuldade diagnóstica preocupa porque atrasos no tratamento podem potencialmente resultar em cicatrizes ou permitir o desenvolvimento de infecções bacterianas secundárias, conforme observado por autoridades de saúde.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), agência federal responsável pela vigilância sanitária, informou que intensificou a monitorização e ampliou as orientações clínicas para profissionais que possam encontrar casos.

Segundo os dados disponíveis, os primeiros casos associados a esse tipo de fungo foram identificados no país em meados de 2024, com um paciente em Nova York apresentando lesões cutâneas compatíveis com TMVII.

A partir desse diagnóstico inicial, os esforços de rastreamento e vigilância epidemiológica destacaram o surgimento de casos adicionais em diferentes áreas urbanas, mas o foco mais concentrado até o momento permanece em Minnesota.

Os sintomas relatados pelos pacientes incluem erupções cutâneas avermelhadas, coceira intensa e feridas que não desaparecem com tratamentos comuns para afecções superficiais da pele.

Além disso, houve relatos de que as lesões podem ser confundidas com outras infecções sexualmente transmissíveis, o que demanda que médicos e profissionais de atenção primária estejam atentos e considerem o diagnóstico diferencial.

Autoridades sanitárias estaduais emitiram recomendações para que indivíduos com sintomas suspeitos evitem relações sexuais e qualquer contato pele a pele até que a origem das lesões seja confirmada por exames clínicos.

Já no campo das medidas de prevenção, foi sugerido que roupas íntimas, toalhas e outros itens pessoais sejam lavados em altas temperaturas para reduzir o risco de transmissão de esporos fúngicos.

O CDC também enfatizou a importância de que pessoas diagnosticadas ou com sintomas similares informem seus parceiros sexuais, para que estes possam buscar avaliação médica, caso necessário.

Embora o número absoluto de casos permaneça relativamente limitado em comparação com outras infecções sexualmente transmissíveis conhecidas nos Estados Unidos, a natureza atípica da infecção e sua transmissão direta atraíram atenção das autoridades.

Especialistas em doenças infecciosas ressaltam que o reconhecimento precoce dos sinais clínicos é fundamental para interromper a cadeia de transmissão e evitar complicações a longo prazo.

O monitoramento continua ativo e, segundo agências de saúde pública, novas atualizações poderão ser divulgadas à medida que a vigilância epidemiológica progrida e mais informações sejam coletadas.

Até o momento, os pacientes afetados têm recebido tratamento antifúngico conforme protocolos clínicos estabelecidos, e autoridades médicas reforçam que a detecção precoce e a terapêutica adequada são essenciais para a recuperação.

Saúde pública e profissionais de clínica geral foram orientados a considerar o TMVII no diagnóstico diferencial de lesões cutâneas persistentes, especialmente quando associadas a história recente de contato sexual próximo.

O episódio também renovou debates entre especialistas sobre a importância de fortalecer sistemas de vigilância de infecções fúngicas emergentes, que historicamente recebem menos atenção do que outras doenças infecciosas.

Com base nos dados mais recentes, a situação é acompanhada de perto por autoridades norte-americanas e instituições de pesquisa em saúde, que buscam entender melhor o padrão de transmissão e as características clínicas dessa infecção fúngica emergente.

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