Risco de propagação do vírus Nipah no mundo é baixa, afima a OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o risco de propagação global do vírus Nipah é considerado baixo, mesmo após a confirmação de novos casos na Ásia. A avaliação foi divulgada por autoridades de saúde internacional e reforçada em comunicados recentes.

A declaração da OMS veio após o registro de três casos de infecção — dois na Índia e um em Bangladesh — que ganharam destaque por causa da gravidade da enfermidade.

O vírus Nipah é um patógeno zoonótico, transmitido principalmente por contato com animais infectados, como morcegos frutívoros, ou por meio de alimentos contaminados. A transmissão de pessoa para pessoa é rara, e o risco de disseminação sustentada entre humanos é considerado baixo pelas autoridades.

Embora não exista vacina nem tratamento específico aprovado para a infecção por Nipah, a OMS e especialistas destacam que surtos anteriores foram controlados com medidas tradicionais de saúde pública, como rastreamento de contatos e isolamento de casos.

A taxa de mortalidade do vírus — que varia entre 40% e 75% em casos graves — é alta, o que justifica a vigilância contínua por parte de organismos de saúde.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, os dois focos recentes não estão relacionados, apesar de estarem próximos geograficamente na fronteira entre Índia e Bangladesh, onde residem espécies de morcegos que funcionam como reservatórios naturais do vírus.

Até o momento, após o monitoramento de mais de 230 contatos de casos confirmados, nenhum novo caso de Nipah foi identificado, o que contribui para a avaliação de baixo risco de disseminação mais ampla.

Especialistas alertam que, apesar do risco global baixo, a vigilância epidemiológica deve continuar rigorosa, especialmente em regiões onde o vírus circula de forma endêmica.

A ameaça internacional é considerada contida porque o vírus não se espalha com facilidade entre humanos, diferentemente de outros agentes virais responsáveis por epidemias recentes.

Países com sistemas de saúde robustos e redes de vigilância ativas estão melhor preparados para detectar e responder a potenciais casos, reforçando medidas preventivas e protocolos de resposta rápida.

No Brasil, autoridades do Ministério da Saúde também reforçaram que não há registros de casos no país e que o risco de introdução do vírus Nipah é baixo, apoiado pela ausência de vetores naturais associados à doença no território nacional.

Apesar dessas avaliações tranquilizadoras, especialistas recomendam que viajantes a áreas com surtos ativos adotem precauções básicas, como evitar contato com morcegos e animais doentes, bem como evitar consumir produtos potencialmente contaminados.

Em resumo, embora o Nipah permaneça um vírus de alta letalidade em casos isolados, a combinação de vigilância contínua, medidas de saúde pública e baixa transmissibilidade humana sustenta a avaliação da OMS de que o risco de propagação global é baixo neste momento.

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