Menino de 13 anos é internado após comer lagartixa frita dada pela madrasta

Um menino de 11 anos permanece sob cuidados médicos após sofrer complicações de saúde em decorrência de ter ingerido lagartixas fritas, preparadas por familiares enquanto estava sob sua guarda. O episódio aconteceu no município de Formosa, no interior de Goiás, e tem gerado repercussão e questionamentos sobre os riscos à saúde e a responsabilidade de adultos em situações envolvendo crianças.

O caso começou no início de novembro, quando o garoto passou o fim de semana na casa do pai. Segundo a mãe da criança, Raquel de Souza, ele estava com o pai, a madrasta e a mãe dela durante o período em que o pai saiu para trabalhar.

Enquanto brincava na casa, o menino demonstrou curiosidade por um réptil que encontrou no local. De acordo com relatos, a madrasta e a sogra disseram a ele que antigamente as pessoas comiam lagartixas à falta de alimentos e que isso não acarretava problemas.

Movido por essa explicação, o garoto teria aceitado o “desafio” de caçar os animais. Ao todo, ele capturou quatro lagartixas que, segundo a versão apresentada pela família, foram limpas, temperadas e fritas antes de serem servidas a ele.

Logo após a ingestão dos animais, o menino começou a apresentar sinais de mal-estar. Nas horas seguintes, passou a sentir dor abdominal, fraqueza, vômitos e diarreia, segundo a mãe, que foi comunicada posteriormente sobre o ocorrido.

A mãe relatou que o filho foi inicialmente levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu atendimento básico e foi liberado, embora os sintomas não tenham cessado.

Na sequência, o quadro de saúde da criança piorou, e ele teve de ser encaminhado a um hospital público em Formosa, onde foi diagnosticado com uma infecção intestinal grave, atribuída à ingestão dos animais.

As infecções intestinais podem ser causadas por diversos microrganismos presentes em animais selvagens ou em alimentos contaminados, o que reforça a necessidade de se evitar o consumo de espécies que não fazem parte da alimentação humana.

A criança ficou internada por três dias no hospital, recebendo tratamento para controlar os sintomas e a infecção. Depois de receber alta, porém, os sinais de mal-estar persistiram, de acordo com a mãe.

Conforme relatos de Raquel, o menino continuou a apresentar diarreia contínua, dores de cabeça, fraqueza e dificuldade para se alimentar, o que indica que a recuperação não foi completa mesmo após o tratamento inicial.

Na semana seguinte à alta hospitalar, a criança precisou retornar à UPA por causa do agravamento dos sintomas. A equipe médica procedeu a novos exames e reafirmou a necessidade de acompanhamento clínico mais detalhado.

A mãe tem descrito o episódio como um “pesadelo” e declarou que quer que os responsáveis respondam pelos efeitos à saúde do filho, conforme relatos em redes sociais e entrevistas.

Investigações sobre o caso foram iniciadas por policiais civis da 1ª Delegacia de Polícia de Formosa, que apuram se houve indução ou negligência. O registro de um boletim de ocorrência foi confirmado pela família.

Em depoimentos à polícia, a madrasta e a sogra do menino afirmaram que não tinham a intenção de causar dano e que prepararam o prato de forma caseira, sem intenção de causar qualquer mal ao menor.

O delegado envolvido no caso tem investigado a situação para entender se houve dolo (intenção) ou omissão por parte dos adultos presentes quando a ingestão do alimento ocorreu.

O caso também levanta questionamentos sobre os cuidados com a alimentação de crianças e a importância de supervisionar situações em que elas podem ser expostas a práticas inadequadas ou potencialmente perigosas.

Especialistas em saúde pública ressaltam que a ingestão de animais silvestres pode trazer riscos sanitários significativos, incluindo transmissão de bactérias, parasitas ou toxinas que o organismo humano não está preparado para processar.

Autoridades médicas apontam que répteis, como lagartixas, podem carregar microrganismos patogênicos na pele e nos intestinos, o que representa risco quando ingeridos sem preparo adequado ou em contextos não culinários.

A família do garoto tem mantido contato constante com profissionais de saúde, buscando monitorar a evolução do quadro clínico e garantir que ele receba tratamento contínuo para sequências de sintomas, como desidratação e distúrbios gastrointestinais.

O episódio também gerou alertas entre moradores e usuários de redes sociais, com muitas pessoas destacando a necessidade de cautela ao introduzir alimentos ou práticas alimentares incomuns sem orientação profissional.

Até o momento, não há informações oficiais sobre eventuais medidas legais tomadas contra os responsáveis pela comida servida ao menino, e a investigação segue em curso junto às autoridades competentes.

Famílias e especialistas consultados nas reportagens têm reforçado que a principal prioridade agora é a recuperação plena do garoto, com foco em sua saúde física e bem-estar geral após o episódio de saúde que ele enfrenta desde a ingestão das lagartixas fritas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

J.K. Rowling diz: ” Não existem crianças trans, nenhuma criança nasce no corpo errado” Graças a Deus