O impacto silencioso do uso excessivo de telas na saúde mental infantil tem se mostrado uma preocupação crescente entre profissionais da saúde, educadores e famílias.
Não se trata de alarmismo nem de exagero moral, mas de uma realidade observada de forma consistente na prática clínica e respaldada por estudos recentes.
Crianças cada vez mais novas vêm apresentando crises intensas de ansiedade, comportamentos agressivos e dificuldades significativas de autorregulação emocional.
Também são frequentes os relatos de dissociação, irritabilidade constante, distúrbios do sono e atrasos no desenvolvimento socioemocional.
Em situações mais graves, esses quadros evoluem para condições que exigem acompanhamento psicológico ou psiquiátrico intensivo, incluindo internações.
Grande parte desses sintomas está fortemente associada ao uso precoce, excessivo e desregulado de telas digitais.
O cérebro infantil não foi biologicamente projetado para lidar com estímulos rápidos, contínuos e artificiais.
Ele se desenvolve a partir da interação humana, do brincar livre, do movimento corporal e da vivência do mundo real.
Momentos de tédio, silêncio e frustração são essenciais para a criatividade e para a maturação emocional.
O excesso de tela não ajuda a regular emoções.
Não educa emocionalmente.
E, principalmente, adoece de forma silenciosa.
O que hoje parece uma solução prática para o cansaço adulto pode se transformar, no futuro, em um problema profundo para a saúde emocional das crianças.

