Durante audiência realizada no Vaticano neste sábado (31), o papa Leão XIV voltou a abordar o tema do aborto ao citar uma declaração histórica de Madre Teresa de Calcutá. A fala ocorreu diante de fiéis e autoridades presentes no encontro oficial.
Ao tratar do assunto, o pontífice retomou a frase da missionária católica ao afirmar que “o maior destruidor da paz é o abort0”. Segundo ele, a reflexão expressa pela religiosa permanece atual e carrega um caráter que classificou como profético.
A declaração foi feita em um contexto mais amplo, no qual o líder da Igreja Católica discutia os fundamentos da paz social e os desafios contemporâneos enfrentados pelas nações. O papa relacionou o respeito à vida humana com a construção de sociedades mais justas.
Leão XIV destacou que a proteção dos mais vulneráveis deve ocupar posição central nas decisões públicas. Para ele, políticas que desconsideram determinados grupos fragilizados comprometem o conceito de bem comum.
Sem mencionar legislações específicas, o pontífice afirmou que políticas públicas não podem se apresentar como promotoras do bem coletivo quando excluem os mais frágeis. A defesa da dignidade humana, segundo disse, deve orientar tanto a ação política quanto a social.
A frase originalmente pronunciada por Madre Teresa de Calcutá foi amplamente divulgada ao longo das últimas décadas, especialmente em discursos voltados à defesa da vida desde a concepção. A religiosa, canonizada pela Igreja Católica, tornou-se referência internacional em temas humanitários.
Ao resgatar a declaração, o papa reforçou a continuidade do posicionamento tradicional da Igreja sobre o aborto. A doutrina católica considera a prática moralmente inaceitável e defende a vida como valor inviolável.
Especialistas em assuntos religiosos observam que declarações desse tipo costumam repercutir globalmente, sobretudo em contextos nos quais o debate sobre direitos reprodutivos permanece polarizado. O posicionamento do Vaticano influencia milhões de fiéis em diferentes continentes.
Nos últimos anos, o tema do aborto tem ocupado espaço central em discussões legislativas em diversos países, com decisões judiciais e mudanças normativas que ampliam ou restringem o acesso ao procedimento. A fala do papa se insere nesse cenário de debate internacional.
Durante a audiência, Leão XIV também fez referência à responsabilidade das lideranças públicas. Para ele, a construção da paz exige coerência entre discurso e prática, especialmente no cuidado com pessoas em situação de vulnerabilidade.
O pontífice argumentou que a exclusão social representa um obstáculo significativo à harmonia entre povos. Em sua visão, a defesa da vida e a promoção da justiça caminham lado a lado.
A audiência no Vaticano reuniu representantes de diferentes organizações e membros da Igreja. O encontro abordou temas sociais, éticos e humanitários, reforçando o papel diplomático da Santa Sé em discussões globais.
O papa ressaltou que a paz não se limita à ausência de conflitos armados, mas envolve a garantia de direitos fundamentais e o respeito à dignidade humana em todas as etapas da existência.
A menção a Madre Teresa também foi interpretada como um reconhecimento à atuação histórica da religiosa em favor de populações marginalizadas. Sua trajetória é frequentemente evocada em discursos que tratam de compaixão e solidariedade.
Ao qualificar a visão da missionária como atual e profética, Leão XIV sinalizou que considera suas palavras pertinentes diante dos desafios contemporâneos enfrentados pelas sociedades modernas.
Organizações ligadas à defesa dos direitos reprodutivos, por sua vez, costumam sustentar que o debate sobre aborto envolve questões de saúde pública, autonomia individual e direitos das mulheres, o que evidencia a complexidade do tema.
A posição reiterada pelo papa reafirma a linha doutrinária da Igreja Católica, que orienta seus fiéis a defenderem a vida desde a concepção até a morte natural.
O discurso reforça a atuação da Santa Sé como voz ativa em discussões morais e éticas no cenário internacional, especialmente em temas que mobilizam debates legislativos e culturais.
Analistas avaliam que declarações pontifícias sobre aborto tendem a influenciar debates internos em países de maioria católica, além de repercutirem em fóruns multilaterais.
Com a retomada da frase “o maior destruidor da paz é o abort0”, o papa Leão XIV reafirma a posição institucional da Igreja e recoloca o tema no centro das discussões sobre políticas públicas, ética e direitos humanos no contexto global.
