Arquivos Epstein revelam que Bill Gates discutiu “simulações de pandemia ” em 2017

A divulgação recente de documentos associados ao financista Jeffrey Epstein voltou a mobilizar o noticiário internacional e reacendeu questionamentos sobre a rede de contatos mantida por ele ao longo de anos. O novo conjunto de registros, apelidado de “Arquivos Epstein” ou “Documentos de 2026”, inclui trocas de mensagens, anotações internas e referências a reuniões com empresários, acadêmicos e figuras públicas.

Entre os nomes mencionados está o do cofundador da Microsoft, Bill Gates, cuja relação anterior com Epstein já havia sido alvo de reportagens e investigações independentes.

De acordo com relatórios baseados nesses papéis, parte do material contém correspondências eletrônicas datadas de 2017, período em que integrantes do círculo de Epstein discutiam possíveis projetos nas áreas de ciência e tecnologia.

Um dos e-mails citados, enviado em março daquele ano a Bill Gates e copiado para Epstein, descreve propostas que incluíam “simulações de pandemia” (pandemic simulation), sistemas de dados de saúde e pesquisas em neurotecnologia.

As mensagens, segundo a interpretação de analistas, indicariam conversas de caráter conceitual, voltadas a estudos prospectivos e cenários hipotéticos relacionados à preparação para emergências sanitárias.

Especialistas ouvidos por veículos internacionais ressaltam que exercícios desse tipo não são incomuns no campo da saúde pública, sendo utilizados para antecipar respostas a crises epidemiológicas.

O contexto temporal também chama atenção, já que as discussões teriam ocorrido anos antes do surgimento da COVID-19, o que reforça a leitura de que se tratavam de planejamentos preventivos.

Ainda assim, a menção ao tema ganhou repercussão nas redes sociais, alimentando especulações e teorias não comprovadas sobre possíveis intenções ocultas.

Outro ponto frequentemente citado é o chamado “Event 201”, simulação de pandemia realizada em outubro de 2019 com apoio da Fundação Bill & Melinda Gates, do Johns Hopkins Center for Health Security e do Fórum Econômico Mundial.

O exercício teve caráter público e acadêmico, com o objetivo declarado de testar a coordenação internacional diante de um surto viral de grandes proporções.

Até o momento, porém, não há evidências documentais que conectem diretamente as conversas mencionadas em 2017 ao planejamento específico do Event 201.

Representantes de Gates afirmaram que as alegações de envolvimento em qualquer tentativa de “planejar pandemias” são infundadas e não refletem a natureza dos encontros.

Em declarações anteriores, o empresário reconheceu ter se reunido com Epstein e classificou a decisão como um “erro de julgamento”, dizendo que os contatos estavam relacionados a iniciativas filantrópicas.

Porta-vozes acrescentaram que Gates lamenta o tempo gasto nessas reuniões e que não manteve vínculos comerciais ou pessoais duradouros com o financista.

Os documentos liberados também contêm rascunhos de mensagens atribuídas a Epstein com acusações pessoais contra Gates, descritas por sua equipe como “absolutamente absurdas e falsas”.

Segundo essa versão, o teor das comunicações indicaria tentativas de pressão ou possível chantagem, prática já associada ao histórico controverso do financista.

Parte do material analisado por jornalistas inclui textos incompletos, hipóteses e comentários internos, o que dificulta estabelecer conclusões definitivas sobre o alcance das conversas.

Autoridades do Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmaram que a liberação faz parte de um processo mais amplo de transparência relacionado às investigações do caso Epstein.

Analistas observam que, embora os registros tragam novos detalhes sobre a rede de relacionamentos do financista, muitas interpretações dependem de contexto adicional ainda não disponível.

Diante disso, especialistas recomendam cautela ao avaliar as informações, destacando a diferença entre menções em correspondências privadas e evidências concretas de ações coordenadas.

Assim, os “Arquivos Epstein” acrescentam mais um capítulo a uma história complexa que envolve figuras influentes, especulações públicas e a necessidade de verificação rigorosa dos fatos antes de qualquer conclusão definitiva.

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