A deputada federal e ativista Erika Hilton (PSOL-SP) surge como um dos nomes com maior repercussão política no cenário estadual paulista enquanto crescem as especulações sobre a corrida ao governo de São Paulo para as eleições de 2026. Nas últimas semanas, levantamentos eleitorais e análises de cenários começam a incluir o seu nome entre possíveis candidatos, mobilizando discussões no meio político e entre pesquisadores de opinião pública.
O interesse nas intenções de voto vem em meio a um quadro eleitoral ainda fluido, com o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) liderando amplamente em levantamentos tradicionais, mas com a remoção ou ausência de seu nome em cenários alternativos gerando um rearranjo nas preferências dos eleitores. Studiadas por institutos como Paraná Pesquisas, essas simulações oferecem uma visão menos consolidada e mais dispersa de potenciais posições no tabuleiro político paulista.
Segundo os dados mais recentes do instituto Paraná Pesquisas, em cenários estimulados sem a participação de Tarcísio de Freitas, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o ex-governador Márcio França (PSB) tendem a polarizar as lideranças eleitorais, seguidos por Hilton com percentuais que giram em torno de 11% a 12% das intenções de voto. Esses números são estimativas que surgem em levantamentos exploratórios e não caracterizam candidaturas formalizadas ou consenso entre os eleitores.
Em cenários em que Tarcísio permanece no quadro, o líder atual tem vantagem expressiva, com percentuais bem superiores aos de outros postulantes, incluindo Hilton. Mesmo assim, a presença dela entre os nomes testados em pesquisas indica um crescente reconhecimento e visibilidade no debate público, especialmente em segmentos progressistas e entre eleitores mais jovens que acompanham pautas sociais e de igualdade.
Erika Hilton ganhou destaque nacional desde que foi eleita deputada federal pelo PSOL representando São Paulo, tornando-se uma das primeiras mulheres trans e negras a ocupar um assento no Congresso Nacional. Sua trajetória política também inclui mandatos anteriores como vereadora na capital paulista, onde se destacou pela defesa de direitos humanos e políticas públicas voltadas a comunidades marginalizadas.
Além da atuação legislativa, Hilton passou a ser procurada em contextos de comunicação política mais amplos, tendo participado de articulações com equipes governamentais sobre temas específicos, como estratégias de comunicação e questões sociais, o que ampliou seu alcance para além do âmbito estritamente parlamentar.
Especialistas em comportamento eleitoral ressaltam que pesquisas numéricas em fases tão precoces da corrida eleitoral devem ser interpretadas com cautela. A inclusão de candidatos em cenários de intenção de voto não implica necessariamente em decisões definitivas de candidatura ou em apoio formal das agremiações políticas envolvidas. Ainda assim, a repetida aparição do nome de Hilton sinaliza um interesse crescente por parte de parcelas do eleitorado paulista.
A presença de Hilton nas pesquisas também reflete debates mais amplos sobre diversidade e representatividade na política brasileira. Sua trajetória pessoal e suas posições públicas frequentemente atraem atenção nos principais meios de comunicação, tanto por defensores quanto por críticos de pautas identitárias e sociais.
Pesquisadores consultados por veículos especializados em política afirmam que o potencial de crescimento de candidaturas consideradas alternativas ou periféricas tende a estar ligado tanto à capacidade de comunicação quanto à consolidação de alianças partidárias estruturadas — fatores que ainda estão em definição para o pleito de 2026.
Enquanto isso, dirigentes políticos de outros partidos mantêm negociações internas sobre coligações possíveis e estratégias eleitorais, avaliando também o desempenho de pré-candidatos em consultas superficiais ao eleitorado. Esses movimentos destacam a importância de combinar análises quantitativas (pesquisas) com avaliações qualitativas de afinidade com o eleitor paulista.
A evolução das intenções de voto nas próximas pesquisas será observada de perto por analistas políticos, sobretudo porque São Paulo representa o maior colégio eleitoral do país, com impacto direto nas dinâmicas nacionais.
No momento, não há confirmação formal de que Erika Hilton concorrerá ao governo estadual. Entretanto, a repetida aparição de seu nome em cenários eleitorais, ainda que secundários, sugere que ela se posiciona como figura política relevante e com potencial de agregar parcela do eleitorado em disputas futuras.
Em entrevistas recentes, assessores próximos à deputada afirmam que a agenda de Hilton continua centrada na atuação parlamentar e na promoção de pautas sociais prioritárias, mesmo com as especulações sobre uma possível candidatura em curso.
Advogados e especialistas em direito eleitoral consultados por jornalistas afirmam que a presença de potenciais candidatos em pesquisas numéricas não configura irregularidade, desde que respeitados os limites legais de divulgação e prazos estipulados pela legislação eleitoral.
Organizações de pesquisa também reforçam a importância de acompanhar como diferentes segmentos da população paulista se posicionam ao longo do tempo, uma vez que tendências eleitorais podem variar conforme o contexto econômico, social e político se desenvolve.
Em São Paulo, as questões de segurança pública, saúde, transporte e educação continuam dominando o debate entre eleitores, o que pode influenciar profundamente a correlação de forças entre candidatos tradicionais e emergentes na corrida ao governo estadual.
Apesar de sua crescente projeção, Hilton enfrenta críticas e resistência de setores mais conservadores e de adversários políticos que questionam a viabilidade de sua candidatura frente a nomes com maior estrutura partidária ou histórico administrativo.
Analistas lembram que a volatilidade do eleitorado paulista, conhecida por sua diversidade socioeconômica e cultural, requer cautela na extrapolação de resultados preliminares para cenários mais distantes das eleições.
A trajetória política de Erika Hilton, marcada por marcos históricos de representatividade e envolvimento em pautas de direitos humanos, segue gerando debates importantes sobre inclusão, democracia e renovação de lideranças no Brasil.
Independentemente dos resultados futuros, a entrada de seu nome nas análises eleitorais representa um fenômeno que capta atenção de especialistas e segmentos da sociedade interessados em compreender as transformações no comportamento político do eleitor paulista.
O desfecho da corrida pelo governo de São Paulo em 2026 ainda está longe de ser consolidado, e o desempenho de possíveis candidatos em pesquisas sucessivas ao longo dos próximos meses será determinante para a definição de estratégias eleitorais mais concretas.

