Menino de quatro anos m*rre ao cair de 12º andar de prédio em Uberlândia MG

Na manhã da sexta-feira uma tragédia abalou moradores de Uberlândia: uma criança caiu do 12º andar de um edifício residencial e não resistiu aos ferimentos. A vítima foi identificada como Matthew Cruz Mussa, menino de apenas 5 anos.

O prédio em questão fica no Bairro Grand Ville, mais especificamente no condomínio residencial apontado como o local do acidente. A queda se deu a partir de uma janela de banheiro do apartamento onde a criança residia com a mãe.

Segundo informações do corpo de bombeiros, o chamado de socorro foi feito logo pela manhã, por volta das 7h25. A altura estimada da queda gira em torno de 36 metros — ou cerca de 40 metros, segundo outros relatos — o que torna o impacto fatal quase imediato.

De acordo com os levantamentos preliminares, a janela do banheiro era a única unidade da casa que não tinha tela de proteção nem limitador de abertura — medida essencial em imóveis com crianças. A combinação da ausência dessas proteções com a curiosidade infantil pode ter resultado nessa tragédia.

Testemunhas e moradores relataram que, no apartamento, foram encontradas uma pequena mesa e uma cadeira infantil próximas à janela. Supõe-se que a criança as tenha usado para alcançar o parapeito e tentar espiar o exterior, momento em que escorregou ou perdeu o equilíbrio.

O incidente teria ocorrido enquanto a mãe realizava atividades na academia do condomínio — área comum do edifício. Com isso, a criança ficou sozinha na unidade residencial no momento da queda.

Logo que os primeiros gritos foram ouvidos na área externa, moradores correram para verificar o que havia acontecido. Um homem que passava pelo local tentou socorrer o menino e realizou manobras de reanimação até a chegada das equipes de emergência.

Equipes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas imediatamente. Apesar dos esforços, os socorristas constataram parada cardiorrespiratória e confirmaram o óbito no local.

A perícia técnica da Polícia Civil de Minas Gerais foi mobilizada para investigar o caso e apurar as circunstâncias exatas da queda. As autoridades investigam se houve falha na proteção do imóvel ou eventual negligência.

Inicialmente, a mãe da criança chegou a ser conduzida à delegacia sob suspeita de abandono de incapaz ou negligência, mas segundo a polícia, após análise preliminar, não foram identificados indícios suficientes para manter a prisão. A investigação segue para avaliação detalhada da responsabilidade.

O condomínio residencial em que ocorreu o acidente manifesta choque e tristeza. A síndica declarou que, embora o regulamento preveja recomendações para instalação de telas e travas de segurança, a janela do banheiro não possuía esses dispositivos. Ela classificou o episódio como a tragédia mais grave já registrada no local.

Fontes próximas à família informaram que o pai da criança mora em outra cidade e que o menino residia apenas com a mãe no apartamento. A ausência de adult supervision no momento da queda é um dos pontos centrais da investigação.

A comunidade escolar também foi afetada pela perda. A escola em que Matthew estava matriculado anunciou suspensão temporária das aulas para sua turma, em respeito à dor da família e aos colegas. A cidade se mobiliza em solidariedade ao luto.

O episódio reacende o debate sobre segurança em edifícios residenciais, especialmente em moradias com crianças. Especialistas em segurança e engenharia de edificações costumam enfatizar a necessidade de telas de proteção, limitadores de janelas e supervisão constante quando há menores no imóvel.

Além disso, evidencia a vulnerabilidade de residências em prédios: ambientes privados que podem ocultar riscos silenciosos, mas com consequências drásticas. A instalação de dispositivos de segurança e a vigilância sobre menores são apontadas como essenciais para evitar tragédias semelhantes.

O uso de móveis para alcançar janelas sem proteção — frequentemente mencionado em acidentes — reforça a urgência de fiscalizações e de campanhas de conscientização aos moradores sobre os perigos dessa associação.

O caso em Uberlândia também serve como alerta para condomínios: mesmo quando há orientações, elas precisam ser efetivamente implementadas e fiscalizadas, para garantir a segurança de todos os residentes, especialmente crianças.

No âmbito jurídico, a investigação da Polícia Civil deverá avaliar se houve omissão na segurança do imóvel e se a responsabilização é cabível — o que poderá trazer consequências para os responsáveis.

Enquanto isso, a comunidade lamenta a perda precoce de uma vida e reflete sobre a necessidade de prevenção e cuidado redobrado em espaços residenciais. A dor da família e o impacto sobre vizinhos e comunidade escolar marcam esse momento de comoção.

Em resumo, a tragédia que vitimou Matthew Cruz Mussa ressalta fragilidades que muitas vezes passam despercebidas — mas que podem mudar para sempre a vida de uma família. O episódio exige reflexão e ações concretas para evitar que acidentes semelhantes se repitam.

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