Chocante! Papai Noel p*dófil9: Polícia Civil prende est*prador que atuava em shopping de SC

Na tarde desta quinta-feira (27 de novembro de 2025), a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem de 67 anos, identificado como Ader Godoy. O suspeito exercia a função de “Papai Noel” em um shopping da cidade de Lages, na Serra catarinense — atuação que lhe dava acesso privilegiado a crianças e adolescentes.

A prisão se deu após investigação da divisão especializada da PCSC — a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) — que, segundo a corporação, reuniu indícios que constataram a participação de Godoy em crime de estupro de vulnerável. Com a denúncia apresentada pelo Ministério Público e o posterior aval da Justiça, foi decretada a medida cautelar.

De acordo com a investigação, o homem foi localizado ainda trajando a fantasia de Papai Noel e detido sem resistência. Ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A ação visou garantir a segurança das vítimas e evitar riscos de nova atuação durante o período natalino — época com intensa movimentação de público em centros comerciais.

As autoridades responsáveis afirmam que o cumprimento do mandado demonstra o compromisso das instituições com a proteção de crianças e adolescentes, especialmente em contextos de vulnerabilidade e exposição pública. Em nota, a PCSC destacou que casos assim precisam ser investigados com rigor e que a vigilância social é essencial.

O momento da prisão causou forte impacto entre frequentadores do shopping. Clientes que aguardavam atendimento ou posavam para fotos com o Papai Noel foram surpreendidos com a ação policial. A cena reforçou o contraste entre a figura festiva e a gravidade das acusações.

Especialistas em proteção a menores ouvidos após o caso apontam que a fantasia de Papai Noel — carregada de simbolismo de alegria, bondade e confiança — pode servir de disfarce para agressores, o que exige ainda mais atenção de pais, responsáveis e instituições em atividades natalinas e culturais.

Desde então, familiares e autoridades têm reforçado a importância da denúncia imediata. A PCSC disponibiliza diversos canais para que suspeitas de abuso ou violência contra crianças e adolescentes sejam reportadas, de forma sigilosa, por meio de telefone ou aplicativo de mensagens.

O caso explode como um alerta nacional, lembrando que pessoas responsáveis por recreação infantil ou atividades com público vulnerável devem ser avaliadas com rigor. A seleção de figurantes ou profissionais para essas funções deve considerar histórico e idoneidade, não apenas aparência ou carisma. Especialistas defendem checagem mais cuidadosa.

Adicionalmente, a prisão acontece em um período tradicionalmente associado ao aumento de vulnerabilidade infantil — o fim de ano. O contexto reforça a urgência de políticas de prevenção, fiscalização e educação para evitar que abusadores se aproveitem da atmosfera de festas e diversão.

A DPCAMI, responsável pela investigação, enfatizou que procedimentos especiais foram adotados para preservar a integridade das vítimas e garantir o sigilo necessário. Não foram divulgados detalhes sobre quantas vítimas existem, suas idades ou identidades, a fim de proteger o anonimato.

Com a prisão do suspeito, a Justiça poderá aprofundar as investigações, buscando identificar se há outros possíveis envolvidos ou vítimas, e se houve colaboração ou negligência de terceiros. O caso pode gerar desdobramentos judiciais e administrativos, especialmente em relação à responsabilidade de instituições que contrataram o suspeito.

A repercussão já ultrapassou os limites de Santa Catarina. O episódio reacende o debate público sobre segurança infantil em eventos festivos, comércio e atividades de lazer, destacando fragilidades na triagem de pessoas que atuam com menores.

Para representantes de proteção à infância, o combate a crimes como esse depende também de conscientização social. A orientação é que pais e responsáveis fiquem alertas a comportamentos suspeitos, conversem com crianças sobre direitos e denunciem qualquer situação fora do normal — mesmo que sutis.

O caso coloca em evidência a relevância de treinar equipes de segurança, vigilância e funcionários de shoppings e centros de compras para identificar sinais de abuso, bem como para lidar com denúncias e acolhimento de vítimas. A prevenção institucional deve andar lado a lado com a ação policial.

No âmbito jurídico, o processo contra o acusado deverá seguir os trâmites normais, com inquérito, eventual denúncia formal, instrução processual e, se confirmadas as acusações, condenação conforme a gravidade do crime de estupro de vulnerável. A sociedade acompanhará atentamente os desdobramentos.

Enquanto isso, autoridades reforçam que a prisão preventiva tem caráter de garantia: evitar riscos de novos abusos, proteger possíveis vítimas e assegurar que o suspeito não interfira nas investigações.

Este episódio serve como um duro lembrete de que figuras supostamente inofensivas podem representar ameaças graves quando há impunidade ou falhas na fiscalização. Ele revela a necessidade de políticas públicas mais robustas para proteger crianças e adolescentes, em especial em datas comemorativas.

Para o público em geral, é um momento de reflexão sobre vigilância, responsabilidade coletiva e importância da denúncia — denunciar não é apenas um ato individual, mas um passo fundamental para proteger quem não pode se proteger sozinho.

Para os próximos dias, espera-se que as autoridades detalhem o andamento do inquérito, eventuais acusações formais e se há outras vítimas identificadas. A transparência no processo será essencial para dar segurança e confiança à sociedade.

O episódio, por mais chocante que seja, reforça a urgência de debate sobre segurança infantil, confiança depositada em adultos com acesso a crianças, e sobre os mecanismos de prevenção e responsabilização que devem existir em locais públicos e privados.

Este caso marca mais do que uma prisão: expõe a urgência de olhar com cuidado redobrado para quem lida com vulneráveis, especialmente em momentos de festa — e exige de todos responsabilidade, atenção e compromisso com a proteção de crianças e adolescentes.

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