Criança em bicicleta motorizada m*rre após colisão com moto

Uma criança de 9 anos morreu e outra de 10 ficou gravemente ferida após um acidente envolvendo uma bicicleta motorizada e uma motocicleta, ocorrido na tarde de terça-feira (1º de julho) em Porto Ferreira, no interior de São Paulo.

Segundo o boletim de ocorrência, as duas crianças trafegavam pela Rua Ettore Fioravante Marquezelli, no bairro Santo Afonso, quando avançaram o sinal de “Pare” na interseção com a Rua João Baccarin. Ao entrarem no cruzamento, foram atingidas por uma motocicleta que transitava pela via com preferência.

O impacto da colisão foi violento: ambas as crianças foram arremessadas — confirmam imagens registradas por câmeras de segurança no local.

O menino de 9 anos, identificado como Arthur Francisco Garcia, foi socorrido imediatamente e levado ao hospital local, mas já deu entrada sem sinais vitais e não resistiu aos ferimentos.

O amigo dele, de 10 anos e condutor da bicicleta motorizada, sofreu múltiplas fraturas — nos braços, pernas e também lesões cranianas — e foi transferido para a UTI da Santa Casa de São Carlos. Ele permanece entubado e em estado grave.

O motociclista envolvido teve apenas escoriações leves. Ele foi submetido a exame de bafômetro, cujo resultado deu negativo para ingestão de álcool. A Polícia Civil afirma que o condutor trafegava em velocidade compatível com a via e que a documentação da moto estava em ordem. Após prestar depoimento, ele foi liberado.

As autoridades registraram o caso como homicídio culposo — ou seja, sem intenção de matar — direcionado à direção de veículo automotor. Investigadores tentam agora identificar o proprietário da bicicleta motorizada, atribuída a um parente da criança que está internada.

De acordo com normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), ciclomotores que atingem até 50 km/h devem ser registrados, possuir placa, e serem conduzidos apenas por pessoas com habilitação específica (ACC), maiores de 18 anos. Também é obrigatório o uso de capacete e outros itens de segurança, como farol, lanterna, retrovisores e buzina. Crianças não estão autorizadas a pilotar esses veículos.

Especialistas alertam que veículos motorizados de pequeno porte — muitas vezes chamados de “bicicletas motorizadas” — têm riscos elevados quando usados por menores, já que exigem controle, reflexos e consciência de trânsito compatíveis com adultos. O uso irregular por crianças expõe a vítimas ao perigo de colisões graves ou fatais.

Moradores da região relataram nervosismo e comoção com o acidente. Uma testemunha que tentou reanimar Arthur descreveu o momento como desesperador: segundo ela, o menino desmaiava e respirava em intervalos, mas os sinais vitais não voltaram.

O sepultamento de Arthur ocorreu na manhã desta quinta-feira (3), no Cemitério Cristo Rei. Familiares e amigos prestaram homenagem — em um momento de dor e indignação diante da tragédia.

A tragédia reacende o debate sobre a fiscalização e a conscientização dos riscos do uso de ciclomotores por menores de idade, especialmente em áreas urbanas. As leis previstas pelo Contran visam garantir segurança para pedestres, ciclistas e motoristas, evitando acidentes como esse.

A fiscalização da documentação, habilitação e adequação dos veículos motorizados de pequeno porte é essencial, assim como a educação de pais, responsáveis e jovens para os perigos do trânsito. Casos recentes mostram que a imprudência e o descumprimento de regras podem provocar perdas irreparáveis.

Além da responsabilidade legal, o episódio evidencia um desafio social: garantir que crianças entendam os riscos de pilotar veículos motorizados e que famílias optem por modos de transporte compatíveis com a idade e a legislação.

Em meio à dor da perda, autoridades reforçam a necessidade de campanhas de prevenção e medidas concretas para coibir o uso irregular de ciclomotores por menores, assim como o cumprimento rigoroso das normas de trânsito.

Para a comunidade de Porto Ferreira, o acidente deixou marcas profundas: a perda de uma vida jovem e o sofrimento de uma família, além de chamar atenção para vulnerabilidades no trânsito local.

O caso segue sob investigação, com perícias sendo realizadas sobre a moto e a bicicleta motorizada, a fim de esclarecer totalmente as circunstâncias do acidente, responsabilidades e possíveis omissões.

Enquanto isso, o luto e o alerta se espalham — e a história de Arthur Francisco Garcia permanece como um duro lembrete de que as regras de trânsito não são detalhes burocráticos, mas barreiras fundamentais entre a vida e a tragédia.

Se desejar, posso revisar o texto para torná-lo mais fluido e jornalístico ainda — com variações na estrutura ou foco em determinado aspecto, como legislação, segurança no trânsito ou impacto social.

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