Criança de 5 anos que foi j*gada da janela vendia desenhos para fugir de casa

Uma criança de apenas cinco anos, vítima de violência doméstica, foi arremessada pela janela do próprio lar em Brusque (SC) — um episódio que chocou a comunidade local e colocou em evidência uma rotina de maus-tratos. Segundo relatos de vizinhos, esse menino sofria frequentes agressões e buscava alternativas desesperadas para escapar da situação pela qual vivia.

De acordo com testemunhas ouvidas pela polícia, o garoto frequentemente vendia os próprios desenhos aos vizinhos, com o objetivo de juntar dinheiro para fugir de casa.  Essa prática, segundo eles, refletia a angústia de uma criança que não via outra saída para sair do ambiente violento em que vivia.

Além disso, vizinhos afirmam que ele pedia comida nas casas ao redor, pois passava por longos momentos de fome.  Segundo ele, num dos dias, sua única alimentação foi bolachas.

A situação foi denunciada ao 7º Comando Regional da Polícia Militar. Quando os policiais chegaram à residência, encontraram a criança fora da casa, com ferimentos visíveis nas costas, pernas e rosto. Ele relatou que o padrasto o teria jogado pela janela, fato que levou à prisão imediata do homem.

A mãe da criança também foi detida por envolvimento no caso. Segundo a polícia, ela teria corroborado a versão do agressor, mesmo com os sinais claros de violência no corpo da criança.

Para os moradores, os relatos de gritos vindos de dentro da casa eram frequentes. Eles afirmam que a criança sofria agressões rotineiras e que, em uma dessas vezes, foi arrastada de volta para o interior da casa pelo padrasto depois de ter saído para pedir comida.

Outro aspecto preocupante levantado por vizinhos é a negligência em relação à educação da criança. De acordo com relatos à polícia, ele não frequentava a escola.

Ainda segundo essas testemunhas, os pais dormiam durante o dia, o que deixava o menino sozinho por longos períodos. Esse cenário, para muitos, indicava abandono afetivo e descaso grave com o bem-estar da criança.

Questionado pelos policiais, o menino voltou a afirmar que havia sido ferido pelo padrasto, confirmando a agressão física e a versão de que fora lançado pela janela. Esses depoimentos, segundo a PM, trouxeram uma representação contundente dos maus-tratos vividos por ele.

Em face das evidências, a polícia enquadrou os responsáveis por crimes de lesão corporal e maus-tratos. A prisão em flagrante do casal reforça a gravidade da situação denunciada por vizinhos.

A mídia local repercutiu o episódio com impacto, destacando o uso dos desenhos como meio de fuga. Esse detalhe sensibilizou e mobilizou a opinião pública em relação à vulnerabilidade da criança.

Especialistas em proteção infantil apontam que casos como esse revelam a fragilidade de redes de apoio, especialmente quando há negligência familiar e ausência de mecanismos eficazes para proteção da criança.

Essas situações também levantam a questão da responsabilidade social para com menores que demonstram sinais claros de risco: vizinhos, autoridades escolares e a própria comunidade têm papel central para identificar e intervir antes que ocorram tragédias.

Também é relevante discutir políticas públicas voltadas à assistência de crianças em situação de risco, incluindo programas de acolhimento emergencial, acompanhamento psicológico e envolvimento do sistema de justiça para garantir a segurança da criança.

Além do impacto imediato, o trauma vivido por esse menino pode gerar consequências a longo prazo, como dificuldades emocionais, comportamentais e no desenvolvimento social, se não houver intervenção especializada e contínua.

A prisão da mãe e do padrasto, embora represente uma resposta penal, não é por si só suficiente para reparar os danos sofridos; é necessário criar redes de suporte para garantir que a criança tenha um ambiente seguro e protegível.

Equipes de serviço social e de psicologia infantil devem ser acionadas para avaliar o estado emocional da criança, oferecer acolhimento e planejar medidas de proteção e reinserção, caso seja possível.

Autoridades locais precisam acompanhar o caso de perto para assegurar que ele tenha um destino estável, longe da violência. É fundamental garantir que ele não retorne, sem acompanhamento, ao ambiente em que vivia sob risco.

Em paralelo, a comunidade pode mobilizar-se para exigir transparência nas investigações, acompanhando o andamento do processo e pressionando por uma resposta institucional à negligência que permitiu esse nível de abuso.

Esse caso em Brusque (SC) reforça a urgência de aprimorar as políticas de proteção infantil no Brasil. A tragédia vivida por uma criança tão jovem evidencia falhas sistêmicas e a necessidade de prevenção ativa.

Independentemente do desfecho legal, a prioridade agora deve ser a recuperação, a proteção e o cuidado da criança, para que ela tenha a chance de reconstruir sua vida com dignidade e segurança.

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