Tristeza profunda no Rio de Janeiro: morreu hoje o policial civil Rodrigo Vasconcellos Nascimento, vítima de ferimento sofrido durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, realizada em 28 de outubro.
Rodrigo estava internado no Hospital Copa D’Or, em Copacabana, desde o dia do confronto.
Segundo a Polícia Civil, sua morte eleva para cinco o número de agentes de segurança mortos na operação.
O Secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, lamentou o falecimento, afirmando: “Rodrigo foi mais um grande herói que deu a sua vida pela sociedade”.
De acordo com relatos, Rodrigo foi atingido durante os confrontos na Serra da Misericórdia, enquanto integrava uma equipe de agentes.
Organizações da corporação destacaram a coragem de Rodrigo, que resistiu por mais de 20 dias, mesmo após ser gravemente ferido.
A Polícia Civil emitiu nota oficial dizendo que ele foi “atacado de forma covarde por narcoterroristas” e reafirmou solidariedade à família, aos amigos e aos colegas.
Essa megaoperação, apelidada de Operação Contenção, é considerada uma das mais letais já realizadas no Rio, com dezenas de mortos e batalhas intensas.
Entre os outros policiais mortos estão os sargentos do BOPE Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, além dos civis Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho (“Máskara”) e Rodrigo Velloso Cabral.
A morte de Rodrigo gerou comoção entre colegas e familiares, que fazem reverência à dedicação do agente à segurança pública.
Especialistas em segurança pública afirmam que a perda reforça o risco extremo enfrentado pelos policiais em operações de grande escala nas favelas cariocas.
Líderes sindicais da polícia têm pedido também uma investigação mais ampla sobre tática, planejamento e inteligência da operação, para evitar mais tragédias.
Há pressão para que as autoridades também melhorem o suporte médico pós-confronto, especialmente para agentes feridos em operações tão arriscadas.
A família de Rodrigo recebeu manifestações de solidariedade de várias frentes: agentes de segurança, políticos e cidadãos.
Além disso, nas redes sociais, a frase “Rodrigo foi herói” tem sido repetida como forma de homenagem.
A morte dele reabre debates sobre como equilibrar ações de combate ao crime com a preservação da vida dos agentes e moradores das comunidades.
Também cresce entre analistas a discussão sobre a necessidade de políticas preventivas, que reduzam a dependência de operações militares para lidar com facções criminosas.
Para muitos, a perda de Rodrigo reforça o custo humano de uma estratégia de segurança violenta e simboliza um sacrifício feito em nome da ordem pública.
Em nota, a corporação afirmou que “seu legado não será esquecido” e que continuarão honrando sua memória com compromisso renovado.
Que ele descanse em paz. E que o país reflita — mais uma vez — sobre o preço da violência e o valor dos que a enfrentam.

