Policiais penais são afastados de presídio suspeitos de agredir preso que esp*ncou namorada com 60 s9cos

Policiais penais foram afastados de suas funções após serem denunciados por supostamente agredir um detento na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim (RN). A decisão foi comunicada pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), que afirmou colaborar integralmente com a investigação aberta sobre o caso.

A vítima das supostas agressões é Igor Eduardo Pereira Cabral, ex-jogador de basquete, preso por dar 61 socos na namorada, Juliana Garcia, dentro de um elevador em Natal.

Segundo a denúncia, os policiais penais teriam usado violência física contra Igor no início de agosto, pouco tempo após sua transferência para a unidade prisional.

De acordo com o boletim de ocorrência, Cabral relata ter sofrido murros, chutes e cotoveladas. Ele afirma ainda que foi mantido nu, algemado e isolado em uma cela, e que os agentes utilizaram spray de pimenta durante a agressão.

Além das agressões físicas, de acordo com Igor, os agentes teriam proferido ameaças e incentivado que ele tirasse a própria vida. Há relatos, segundo sua defesa, de que os policiais penais chegaram a dizer que ele “chegou no inferno”.

A Seap confirmou, por meio de nota, que os dez policiais apontados foram realocados para o Complexo Penal Agrícola Dr. Mário Negócio, em Mossoró, enquanto a apuração prossegue.

A secretaria afirmou que todas as medidas determinadas pela Justiça estão sendo cumpridas e que coopera “integralmente para a elucidação dos fatos”.

A denúncia de agressão por parte dos agentes penais foi encaminhada para a Polícia Civil. Também foi acionada a Corregedoria do Sistema Prisional, que afirmou que tomará “todas as medidas necessárias” para apurar a conduta dos servidores.

Como parte da investigação, Igor foi encaminhado ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) para a realização de exame de corpo de delito.

O ex-basquetebolista já responde por tentativa de feminicídio em razão da agressão contra Juliana Garcia. Segundo o inquérito policial, ele desferiu 61 socos contra a namorada, conforme imagens registradas por câmeras de segurança no elevador onde ocorreu o ataque.

As imagens da agressão vêm circulando com grande repercussão desde o episódio, que ocorreu no dia 26 de julho. A vítima sofreu fraturas faciais e foi submetida a cirurgia de reconstrução.

A Justiça converteu a prisão em flagrante de Igor em preventiva, citando a gravidade da conduta e o risco à integridade física e psicológica da vítima.

Em depoimento inicial, o agressor alegou ter passado por um “surto claustrofóbico” no momento da agressão.

A vítima, por sua vez, foi ouvida pela polícia em dois momentos: ainda no hospital, em que teve dificuldades para se expressar oralmente em razão dos ferimentos, e posteriormente, por escrito.

Quatro testemunhas também prestaram depoimento ao longo das investigações, contribuindo para a caracterização da gravidade da agressão.

A defesa de Igor afirmou que solicitou sua transferência para uma cela individual antes do suposto episódio de agressão por parte dos agentes, alegando riscos à integridade do cliente.

Ainda segundo a defesa, ele teria sido colocado em isolamento após a transferência, o que motivou o registro do boletim de ocorrência e a denúncia formal ao sistema penitenciário.

Até o momento, não foi divulgada previsão pública para o retorno dos agentes penalizados às suas funções originais. A realocação para Mossoró ocorre enquanto a sindicância interna tramita.

A Polícia Civil segue com as investigações para apurar a responsabilidade individual de cada policial penal nos fatos relatados. A Corregedoria prisional também analisa os registros e deve adotar medidas disciplinares, se cabíveis.

O episódio reaviva debates sobre a cultura institucional no sistema carcerário e a conduta de agentes penitenciários frente à custódia de presos, especialmente em casos de alta repercussão criminal.

Além disso, o caso ilustra um paradoxo: um preso acusado de violência grave é, por sua vez, relatado como vítima de violência institucional. A complexidade do cenário impõe reflexões sobre garantias de direitos humanos dentro de unidades prisionais.

A Seap, por fim, reafirma seu compromisso com a transparência e com o respeito às normas legais e éticas, garantindo que o processo investigativo seguirá até sua conclusão definitiva.

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