Jojo Todynho prova que recebeu oferta do PT e vence processo

A disputa judicial entre Jojo Todynho e o Partido dos Trabalhadores (PT) ganhou um capítulo recente após uma audiência de conciliação marcada pela 28ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, na qual a cantora reafirmou a versão de que recebeu uma oferta de R$ 1,5 milhão para apoiar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.

Jojo, que havia feito a acusação durante uma participação no podcast Brasil Paralelo, negou veementemente a retratação proposta pelo PT.  Ela também apresentou uma contraproposta, mas as partes não chegaram a um consenso durante a audiência.

Nas redes sociais, após a audiência, Jojo zombou dos pedidos de prova por parte de seguidores. “Quer ver as provas? Aguardem. Só não enche o saco”, disse ela.  A artista afirmou também que não se sente obrigada a prestar contas ao público.

Os advogados da cantora, Bruno Figueiredo e Sérgio Figueiredo, emitiram nota oficial defendendo que a queixa-crime do PT é inadequada. Eles argumentaram que a frase usada por Jojo — “me ofereceram” — não identifica sujeito determinado, o que seria exigido para configurar difamação.

Ainda segundo a defesa, a acusação do PT revela uma “falta de interpretação de texto” e um “desconhecimento legal” sobre os contornos do crime de difamação. Eles afirmam que a frase “me ofereceram” não atribui crime ou desonra a uma pessoa específica, requisito fundamental para esse tipo de ação.

Outro ponto levantado pelos advogados é um paradoxo: segundo eles, o PT já mantém uma rede estruturada de influenciadores digitais contratados para divulgar suas agendas políticas, o que tornaria improvável que a oferta feita à Jojo fosse algo excepcional.

A audiência também contou com a manifestação do Ministério Público do Rio de Janeiro, que solicitou vista do processo após a recusa da retratação por parte da cantora.

Em sua manifestação pública, Jojo declarou que deseja que “a verdade venha à tona”.  Ela disse confiar no sistema judicial para esclarecer os fatos que motivaram a ação do PT.

De acordo com a defesa de Jojo, a queixa-crime “é inépta”, porque não há identificação clara de quem teria feito a oferta.  Eles prometem fornecer esclarecimentos mais amplos ao promotor responsável pelo processo.

A origem do processo remonta a uma fala da cantora em novembro de 2024, quando ela afirmou que foi convidada para um almoço em que lhe foi feita a proposta para apoiar Lula nas eleições.

Jojo disse que a abordagem foi feita por telefone para “não deixar rastros”, segundo suas declarações no podcast. Ela afirmou ainda que recusou a oferta.

Por outro lado, o PT contestou a versão da artista e alegou que ela fez um ataque infundado, sem apresentar provas concretas.  Na queixa-crime, o partido argumenta que sua reputação institucional foi atingida.

O PT também sustenta que as contas da campanha presidencial de Lula em 2022 foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, sem indícios de pagamentos ilegais — segundo a sigla, isso reforça que a acusação de Jojo não tem fundamento.

Em resposta, Jojo e sua defesa classificaram a ação como uma instrumentalização do Judiciário para silenciar vozes públicas.  Para eles, tratar sua afirmação genérica como difamação seria distorcer uma opinião legítima.

Em um desdobramento mais recente, o Ministério Público do Rio decidiu arquivar a queixa-crime movida pelo PT contra Jojo Todynho, entendendo que não há elementos suficientes para prosseguir com a ação penal.

Nesse parecer, o MP afirma que a fala de Jojo seria muito vaga, sem identificar diretamente o partido ou seus dirigentes, o que inviabiliza a configuração de crime de difamação.

Com o arquivamento, Jojo Todynho obteve sua primeira vitória formal no processo judicial que enfrentava contra o PT.

Ainda assim, o desfecho dessa etapa não significa necessariamente o fim da disputa. O PT poderá recorrer ou buscar outras vias legais para reabrir a discussão.

Para Jojo, essa vitória representa um alívio e reforça a importância de defender suas falas, mesmo sob pressão institucional.

O caso também acende uma reflexão mais ampla sobre o uso da Justiça para responder a acusações públicas, especialmente quando envolvem personalidades com grande visibilidade nas redes sociais.

A trajetória desse processo será acompanhada de perto pela opinião pública, pois tem implicações sobre liberdade de expressão, reputação política e o papel das figuras públicas.

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