Detetive particular diz que pessoas nesses 5 empregos são as mais propensas a trair

A investigação conjugal conduzida por detetives particulares revela um dado que chama atenção: segundo profissionais da área, determinadas profissões aparecem com frequência entre os casos de traição. Esses relatos, combinados com estudos mais amplos, apontam para cinco ocupações que estariam mais propensas ao adultério, na visão de alguns investigadores.

De acordo com o detetive Aaron Bond, que afirma já ter investigado mais de 15 mil casos de infidelidade, algumas carreiras se destacam quando o assunto é traição. Bond cita advogados (lawyers) como um dos grupos mais propensos a manter casos extraconjugais. Ele argumenta que a visibilidade, o status financeiro e a facilidade de sedução estariam entre os motivadores.

Além dos advogados, outro segmento citado por esse investigador são os profissionais da aviação, especialmente comissários de bordo (flight attendants) e pilotos. A justificativa está na frequência de viagens, no tempo fora de casa e na possibilidade de relações com pessoas desconhecidas durante deslocamentos.

Bond também inclui no seu levantamento os funcionários de call centers ou ambientes corporativos com turnos variados. Ele argumenta que o contato constante com colegas, somado à rotina marcada por horários irregulares, pode facilitar oportunidades para envolvimentos extraconjugais.

Empreendedores e donos de pequenos negócios também aparecem nessa lista controversa. Segundo o investigador, esse grupo costuma ter uma agenda social intensa, com networking constante e viagens frequentes. Esse estilo de vida, segundo ele, favorece a formação de relacionamentos que ultrapassam o ambiente profissional.

Por fim, há menção a profissionais da saúde, incluindo médicos e enfermeiros. Bond afirma que turnos noturnos, estresse elevado e convivência intensa com colegas podem estimular relações extraconjugais dentro de hospitais e clínicas.

A percepção de Bond encontra eco em outras fontes. Por exemplo, algumas reportagens citam que oficiais da lei — policiais, bombeiros e militares — também são frequentemente mencionados como propensos à infidelidade.

Outra linha de dados vem de uma pesquisa britânica citada por detetives: 85% das traições investigadas teriam relação com o ambiente de trabalho. Profissões como vendedores, professores e profissionais da saúde aparecem entre as mais associadas a casos de adultério.

Esse estudo reforça a ideia de que a rotina e a proximidade no trabalho podem ser gatilhos para relacionamentos proibidos. Viagens, eventos corporativos, turnos noturnos e longas horas fora de casa são apontados como fatores que facilitam essas conexões.

Do ponto de vista sociológico, há também uma explicação mais ampla: pessoas que ocupam cargos de maior poder econômico, social ou político tendem a ter uma sensação de “merecimento” maior, o que pode torná-las mais vulneráveis à infidelidade, segundo pesquisa recente.

Já no mundo dos detetives, a prática é intensa. A detetive Daniele Martins, que atua em casos conjugais, disse que já ocasionou centenas de divórcios por ano por meio de suas investigações.  Ela descreve que muitas vezes, para confirmar uma traição, é necessário acompanhar a rotina da pessoa por dias, trocar de agente, usar rastreamento e vigilância discreta.

Segundo Daniele, mudanças de comportamento são os indícios mais comuns: horas extras no trabalho, telefonemas suspeitos, evasão emocional, alterações no visual. São sinais analisados com cuidado pelo profissional antes de montar um dossiê para o cliente.

É importante notar que nem todo profissional dessas áreas trai — as observações partem da experiência de detetives que atuam justamente em casos motivados por desconfiança. As afirmações refletem uma tendência percebida, não uma certeza estatística universal.

Especialistas em psicologia destacam que a infidelidade não depende exclusivamente da profissão, mas sim de características individuais, do contexto de relacionamento e das oportunidades oferecidas pelo estilo de vida de cada pessoa. Estudos apontam que traços como narcisismo, falta de comprometimento emocional e histórico de traições anteriores têm impacto relevante.

Além disso, pesquisas sobre infidelidade no ambiente de trabalho revelam que é justamente a convivência cotidiana, a socialização e a possibilidade de “escapar” da rotina familiar que motivam muitos casos.

Do ponto de vista de casais, a revelação dessas profissões com maior risco percebido pode gerar desconfiança ou reforçar inseguranças. Por isso, muitos recorrem à investigação conjugal como forma de confirmar ou descartar suas suspeitas.

Já para os detetives particulares, identificar padrões de profissão entre os traidores faz parte da estratégia para conduzir a investigação: mirar nas possibilidades mais prováveis, montar vigilância, entrevistar testemunhas e reunir evidências sólidas.

Há, ainda, uma discussão ética sobre generalizar a traição a determinadas profissões: especialistas alertam para o risco de estigmatização desse debate. Profissionais bem-sucedidos e com agenda intensa não necessariamente traiem mais, apenas podem ter mais oportunidades.

Do lado legal, um detetive conjugal precisa atuar com cautela para que as provas sejam admissíveis, respeitando a privacidade e os limites legais. A abordagem profissional requer sigilo, ética e cumprimento de normas regulatórias.

Enquanto isso, a demanda por investigação conjugal continua alta: muitos clientes buscam esclarecimento, não apenas para provar uma traição, mas também para decidir sobre o futuro da relação.

Em resumo, segundo detetives com experiência, existem cinco carreiras que aparecem com frequência em casos de infidelidade: advogados, profissionais da aviação, call centers, empreendedores e profissionais da saúde. Essa percepção, aliada a estudos sociológicos e psicológicos, ajuda a compor o retrato de como e por que certas profissões podem se relacionar com a traição.

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