A morte da menina Yasmin Pereira da Silva, encontrada em uma área de vegetação no distrito de Ibitiranga, em Carnaíba (PE), segue sob investigação da Polícia Civil e mobiliza a comunidade local.
A criança, de 6 anos segundo alguns relatos e 7 anos segundo outras reportagens, desapareceu na noite de 5 de outubro e teve o corpo localizado no dia seguinte após buscas realizadas por familiares, moradores e forças de segurança.
Desde a confirmação do óbito, a Secretaria de Educação e órgãos municipais manifestaram solidariedade à família e ressaltaram o choque da população com a tragédia.
Quatro pessoas chegaram a ser conduzidas para a delegacia na fase inicial das apurações: três adolescentes e um homem adulto, conforme informou a Polícia Civil.
Investigações posteriores apontaram a participação de um homem adulto identificado como Edson Antônio da Silva, apelidado de “Tripa”, que foi preso e encaminhado à custódia, conforme notificaram veículos regionais.
Autoridades policiais informaram que o suspeito já havia sido detido anteriormente em desdobramentos das apurações e que, em fases iniciais, negou envolvimento no crime.
Relatos da assistência à acusação da família apontam que o suspeito esteve presente nas buscas realizadas na zona rural e também compareceu ao velório da menina, o que gerou indignação entre moradores e parentes.
A Promotoria de Justiça local (MPPE) acompanha os procedimentos e atuou para garantir a integração entre Polícia Civil, rede de assistência social e órgãos de apoio às vítimas.
Perícias foram realizadas no Instituto de Medicina Legal (IML) e no Instituto de Criminalística; segundo comunicações oficiais e reportagens, há indícios de violência sexual no corpo da vítima, que permanecem sob sigilo processual.
O inquérito policial encontra-se em fase de finalização, e a autoridade policial informou que novos detalhes serão divulgados “em momento oportuno”, preservando o sigilo das diligências.
A prefeitura e conselhos tutelares locais divulgaram notas de pesar e anunciaram que prestarão apoio psicossocial aos familiares, além de medidas de acolhimento à comunidade escolar afetada.
A presença de um investigado no velório — ainda que confirmada por depoimentos e pelo advogado assistente da família — não implica, por si só, em confissão ou culpa; é papel da investigação e do Judiciário apurar responsabilidades.
Organizações locais e lideranças comunitárias realizaram campanhas de mobilização para cobrar celeridade nas investigações e maior segurança no entorno de áreas rurais onde famílias circulam rotineiramente.
Especialistas consultados em casos semelhantes apontam que apurações envolvendo crianças exigem medida cautelar para preservação de provas, proteção de vítimas indiretas e prioridade no atendimento às famílias.
A repercussão do caso em redes sociais e veículos regionais impulsionou a divulgação de imagens das buscas e do velório, mas autoridades têm orientado a evitar exposição desnecessária que possa prejudicar as investigações ou a privacidade dos envolvidos.
A comunidade educativa da localidade foi diretamente impactada: colegas e professores receberam acompanhamento e a escola adotou medidas para acolhimento de alunos traumatizados.
O episódio reacende debate sobre segurança infantil em áreas rurais, fiscalização de eventos comunitários e a necessidade de políticas públicas que ampliem proteção a crianças em localidades de menor densidade de vigilância.
Autoridades estaduais reforçaram o compromisso de concluir o inquérito e subsidiar o Ministério Público para eventual oferecimento de denúncia, caso provas técnicas e testemunhais o justifiquem.
Enquanto as investigações avançam, líderes locais pedem calma e respeito ao rito processual, ressaltando que a prioridade deve permanecer no esclarecimento dos fatos e na garantia de justiça para Yasmin e sua família.
O caso segue sob sigilo parcial para não comprometer diligências; assim, novas informações oficiais serão divulgadas pelas autoridades competentes conforme o andamento das apurações.

