Jovem intoxicado por metanol perde 10 Kg, fica cego e com dificuldade de andar

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Um jovem de 23 anos enfrenta graves sequelas após intoxicação por metanol, segundo relatos médicos e familiares. Ele perdeu 10 kg, ficou completamente cego e tem dificuldade para caminhar, cenário que reacende o alarme sobre os riscos de bebidas adulteradas.

De acordo com o prontuário médico, os primeiros sintomas surgiram no dia 26 de setembro: visão turva, náuseas, vômitos, desequilíbrio e confusão mental. Ele foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde os diagnósticos indicaram lesões cerebrais compatíveis com intoxicação por metanol.

Após a admissão na UPA, os médicos optaram por intubar o paciente e transferi-lo para o Hospital Heliópolis, onde ele iniciou sessões de hemodiálise para tentar remover a substância tóxica do organismo.

Durante a internação, o quadro se complicou: o jovem apresentou taquicardia e falência circulatória, o que levou os médicos a induzi-lo ao coma na tentativa de estabilizar sua condição.

Em meio à internação, os profissionais chegaram a suspeitar de morte cerebral. Segundo a irmã dele, a incerteza era grande, porque a intoxicação por metanol é uma condição pouco comum e os efeitos são intensos.

Graças às sessões de hemodiálise desde o primeiro dia, a equipe médica conseguiu reduzir a carga tóxica no sangue dele e promover sua recuperação gradual.

Depois de 33 dias internado, o jovem recebeu alta para recuperação domiciliar. No entanto, ele ainda lida com sequelas físicas profundas: perda de visão total e dificuldades motoras persistentes.

Em casa, ele conta com apoio integral da família para sustentar seus cuidados. A estrutura doméstica vem sendo adaptada para permitir mobilidade, e ele tem acompanhamento especializado para reabilitação.

Um dos marcos recentes em sua recuperação foi o fato de ele conseguir sentar-se na cama sem apoio pela primeira vez sem sentir dor. Isso tem sido celebrado pela família como progresso importante.

A irmã, Camila Lima, relatou que a situação foi dramática: os médicos não tinham certeza do desfecho, porque a condição é rara, e cada dia exigia intervenções complexas.

A intoxicação por metanol faz parte de um surto recente no Brasil, relacionado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, conforme autoridades de saúde.

O metanol é altamente tóxico porque, após ser metabolizado no organismo, produz ácido fórmico, substância que pode causar acidose, lesões no sistema nervoso e danos permanentes à visão.

Especialistas alertam que a ingestão de pequenas quantidades de metanol pode provocar intoxicações graves. Em casos extremos, a substância leva à cegueira irreversível e até à morte.

Desde o início do surto, o Ministério da Saúde emitiu alertas epidemiológicos para profissionais de saúde, destacando a necessidade de notificação imediata de casos com sintomas compatíveis.

Em outros estados, como Mato Grosso, também há registros de intoxicação por bebida adulterada com metanol. Na capital Cuiabá, um jovem de 24 anos ficou cego após consumir uma bebida suspeita. s usaram o antídoto fomepizol para tratar a intoxicação, medicamento que age inibindo a enzima responsável por metabolizar o metanol.

A Delegacia do Consumidor em Mato Grosso abriu investigação para rastrear a origem da bebida que levou à contaminação, buscando identificar onde o produto adulterado foi adquirido.

Além dos esforços legais, há alerta à população para evitar o consumo de bebidas de procedência duvidosa, especialmente aquelas vendidas clandestinamente ou com preços muito abaixo do mercado.

Família e profissionais de saúde enfatizam que o caso ilustra os riscos reais e imediatos da adulteração de bebidas alcoólicas com metanol: não se trata apenas de intoxicação leve, mas de graves consequências neurológicas e oftálmicas.

A história desse jovem serve como alerta dramático sobre a importância da fiscalização de bebidas alcoólicas e do consumo responsável. Casos como esse reforçam a necessidade de vigilância ativa por parte das autoridades de saúde e segurança pública.

Silvia Cardoso
Silvia Cardoso
Professora Silvia, dou aulas no periodo vespertino e escrevo noticias nos sites da rede Maetips. Mãe de dois meninos, Lucas e Renato de 6 e 12 anos. Sejam muito bem vindos.

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