Golpista de criptomoedas envolvido em esquema de 500 milhões de dólares é encontrado esqu*rtejad9 ao lado da esposa

Um esquema de fraude envolvendo criptomoedas no valor estimado de 500 milhões de dólares terminou em tragédia na região dos Emirados Árabes Unidos, segundo investigações preliminares. O principal suspeito do esquema, Roman Novak, nacional russo, e sua esposa Anna Novak foram encontrados mortos e esquartejados depois de desaparecidos em circunstâncias misteriosas.

De acordo com relatórios de órgãos de segurança russos e meios de comunicação, Roman Novak teria criado um aplicativo de criptomoedas denominado Fintopio, por meio do qual teria angariado cerca de US$ 500 milhões de investidores antes de desaparecer.  Após ganhar liberdade condicional na Rússia — onde já cumprira pena por fraude — Novak teria mudado-se para os Emirados Árabes Unidos onde passou a ostentar estilo de vida luxuoso e atrair investidores.

O casal foi visto pela última vez no dia 2 de outubro em uma vila da localidade de Hatta, região montanhosa nos arredores de Dubai, em um encontro que parecia ser com potenciais investidores. Fontes apontam que se tratava, na verdade, de uma armadilha. As autoridades russas informaram que os sinais dos telefones dos dois foram localizados no dia 4 de outubro em Cape Town, África do Sul, antes de cessarem.

Segundo as investigações, Novak e sua esposa foram sequestrados e mantidos como reféns por criminosos que exigiram acesso à carteira de criptomoedas do fraudador. Ao perceberem que a carteira estava vazia, os sequestradores teriam executado o casal, esquartejado seus corpos e descartar partes em lixeiras de um shopping local. A polícia russa já abriu inquérito por homicídio e deteve ao menos sete suspeitos, entre eles ex-investidores e um ex-funcionário do ministério do Interior da Rússia.

A história revela um padrão de fraude digital que migra para a violência física quando grandes quantias estão em jogo. Especialistas em segurança de criptomoedas já alertavam para aumento de ataques físicos contra donos de ativos digitais. O caso de Novak expõe não apenas a fragilidade das promessas de enriquecimento rápido, mas também os graves riscos de operar no ambiente cripto sem as garantias regulatórias tradicionais.

Desde a investigação sobre o app Fintopio, surgiram indícios de que investigadores russos já tinham registro de Novak por fraude de cerca de US$ 100 mil antes desta última operação. Logo após deixar a prisão na Rússia, Novak teria se mudado para os Emirados em busca de novos investimentos e de maior liberdade de ação.

Para muitos dos investidores lesados, o cenário se apresentou como uma oportunidade legítima: uma plataforma global de criptomoedas prometendo altos rendimentos, sob a direção de um empreiteiro aposentado de fraudes anteriores. A ostentação de carros de luxo e férias paradisíacas auxiliava a criar confiança e atrair aportes.

Contudo, o desenrolar dos fatos demonstra como estruturas criminosas sofisticadas podem explorar o ambiente cripto: pouco ou nenhum acompanhamento regulatório, liquidez difícil de rastrear e promessas de anonimato. O rastro de dinheiro, muitas vezes transferido em criptomoedas, dificulta o ressarcimento das vítimas e facilita a impunidade. Nesse contexto, o fator violência física — sequestro, extorsão, tortura — passa a fazer parte de certos golpes de grande monta.

A detenção de suspeitos ocorreu em diversos pontos da Rússia, com três suspeitos principais apontados por execução e quatro por planejamento e financiamento da operação. Entre os detidos está um ex-funcionário do ministério russo do Interior e combatentes retornados de conflitos.  Apesar dos arrestos, as autoridades ainda investigam se a morte do casal estava vinculada exclusivamente à frustração dos captadores ou se existia tráfico de ativos ilícitos por trás do movimento.

O crime levanta novos questionamentos sobre o papel dos Emirados Árabes Unidos como paraíso para fraude internacional e abuso de criptomoedas. A localização de Hatta, no emirado de Dubai, foi mencionada como o ponto de encontro onde o casal teria sido atraído por promotores falsos e mantido em uma vila até o desfecho fatal.  Ainda não está completamente esclarecido como os suspeitos conseguiram operar antes do sequestro, e quais foram os meios utilizados para organização logística.

Investidores vítimas do esquema ainda tentam entender o tamanho real das perdas. O valor de US$ 500 milhões é estimado com base nas informações divulgadas pela imprensa e por investigações preliminares, e pode não refletir a quantia total envolvida. A dificuldade para rastrear fundos em criptomoedas aumenta essa incerteza, assim como a dispersão geográfica dos participantes.

Especialistas em crimes financeiros advertiram que casos como este reforçam a necessidade de due diligence robusta antes de investir em projetos de criptomoedas. Verificações de origem dos fundadores, transparência sobre o funcionamento da plataforma, e existência de auditorias independentes são apontadas como requisitos mínimos. O ambiente de promissórias de alta rentabilidade continua atraente, mas está cada vez mais arriscado.

Ainda não há confirmação pública se todos os restos mortais do casal foram localizados ou se os suspeitos têm relação com redes de crime organizado internacional. A cooperação entre polícia russa, autoridades dos Emirados e possivelmente de outros países ainda está em curso, à medida que se apuram os fatos, verificam transações e mapeiam a estrutura do golpe.

O episódio acende outro alerta para o universo das criptomoedas: não se trata apenas de fraude digital, mas de infiltração de redes de crime violento que veem nesses ativos um meio de lavagem ou movimentação rápida de recursos. O porta-voz policial russo resumiu que “(…) Novak e sua esposa foram sequestrados para extorsão. Quando os criminosos perceberam que não receberiam o dinheiro, mataram ambos.”

Para a comunidade global de investidores, o caso serve de lembrete severo: a promessa de riqueza fácil cede espaço para frações de vulnerabilidade — seja pela ausência de regulação, seja pela ascensão de atores violentos. Ao mesmo tempo, as autoridades em diversos países veem um remodelamento dos golpes: da online puramente financeira para operações que misturam fraude, sequestro e morte.

Em conclusão, a morte violenta de Roman Novak e Anna Novak marca um capítulo sombrio no universo das criptomoedas e fraudes financeiras. A trajetória até então de ostentação, captação de fundos e fuga acabou em crime hediondo, reforçando que os riscos vão muito além da perda de dinheiro. À medida que as investigações continuam, o caso exige atenção não apenas por parte dos órgãos de segurança, mas também de quem aposta no emergente e turbulento mercado das criptos.

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