A cantora e estudante de Direito Jojo Todynho novamente se vê no centro de uma polêmica na faculdade, desta vez com um colega que registrou Boletim de Ocorrência por calúnia, difamação e falsa comunicação de crime.
O incidente, que teria começado com uma discussão e culminado na chegada de uma viatura à instituição, é um sintoma da dificuldade de conciliar a persona midiática com o rigor do ambiente acadêmico.
O Confronto entre Imagem e Norma
Jojo Todynho construiu sua marca em torno da força, da autenticidade sem filtros e da reação imediata. Essa mesma persona, que lhe rendeu fama e fortuna, choca-se frontalmente com a formalidade e a exigência de decoro de uma faculdade de Direito.
O cenário da confusão – um simulado de Direito Empresarial – sublinha o paradoxo: a estudante se prepara para advogar pela lei, mas a reação emocional extrapola os limites da conduta esperada em sala.
A cantora admite ter xingado o colega, mas se defende alegando ter sido provocada e desrespeitada por ele.
O debate, portanto, migra da esfera comportamental para a esfera legal: quem foi o agressor verbal e quem se aproveitou da situação para “oportunismo”?
A Juridicização da Fofoca
O caso é emblemático da judicialização das relações interpessoais no Brasil.
Em vez de se resolver internamente, por meio de mediação acadêmica ou advertências, a discussão entre alunos escala para a Polícia Civil, movida pela sensação de ofensa e pela oportunidade de capitalizar a notoriedade alheia.
O colega, ao acionar a polícia e narrar-se como vítima de calúnia e difamação, usa o Direito como ferramenta de retaliação pessoal.
A defesa de Jojo, por sua vez, acusa o estudante dos crimes de denunciação caluniosa e falsa comunicação de crime, invertendo o jogo e alegando o uso indevido do sistema de justiça para autopromoção.
A guerra de narrativas migra diretamente para o Código Penal.
O Peso do Histórico Pessoal
Não é a primeira vez que Jojo se envolve em conflitos na faculdade. O histórico de acusações de agressão contra outra colega em 2024, mesmo com a negação da cantora, cria uma pré-disposição cética no público e nas autoridades.
A narrativa de Jojo de que “não aturo gente oportunista” e que o colega “só tem língua para falar com mulher” busca um enquadramento de defesa de gênero, transformando a briga em um ato de empoderamento contra o machismo.
A pergunta que permanece é se o calor da reação de uma celebridade é proporcional à ofensa e se o ambiente da faculdade de Direito será capaz de “domesticar” a ferocidade midiática em nome da sobriedade exigida pela profissão.
O barulho da confusão de Jojo é, ironicamente, o silêncio ensurdecedor da lei que ainda precisa ser aprendida e respeitada.

