Caio Castro, Governador do Rio de Janeiro, diz que tem agendadas mais 10 operações contra o crim3 organizado

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou que estão agendadas “mais 10 operações” para combate ao crime organizado no estado.


Em entrevista concedida recentemente, Castro afirmou que essas novas ações já contam com autorização judicial e serão deflagradas nos próximos dias, como parte de uma ofensiva sistemática contra facções criminosas que operam nas regiões metropolitanas.
De acordo com o governador, o modelo dessas operações diferirá de ocupações permanentes: “Não acredito em ocupação”, declarou Castro, ao explicar que cada intervenção terá objetivos pontuais e duração pré-definida.


Esse conjunto de iniciativas surge na esteira da megaoperação realizada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, considerada a mais letal da história do estado, com 121 mortos, sendo 117 suspeitos e quatro policiais.


Castro ressaltou que o planejamento agora visa ampliar o raio de ação para áreas como Jacarepaguá e a Baixada Fluminense, marcando um deslocamento das operações para diferentes territórios onde se concentram redes de tráfico e milícias.


Em sua fala, o governador enfatizou que a integração entre forças estaduais e federais é essencial: “O Rio de Janeiro não pode vencer essa guerra sozinho”, afirmou ele, apontando para necessidade de cooperação nacional e internacional.


O anúncio de dez novas operações autorizadas judicialmente indica que o governo pretende manter um ritmo elevado de ações repressivas. Ainda não foi divulgado o cronograma detalhado nem os locais exatos de cada incursão.


Especialistas em segurança pública observam que operações desse tipo carregam dois desafios principais: o primeiro, garantir que a ação seja eficaz e ao mesmo tempo respeite os direitos humanos; o segundo, que se traduza em efeitos sustentáveis sobre a criminalidade e não apenas reações pontuais à violência.


Na avaliação de Castro, a megaoperação de outubro marca “o início da retomada do Rio de Janeiro” e serve de base para uma série de desdobramentos estratégicos, entre os quais se inserem essas dez novas intervenções.


A elevação da popularidade do governador após o confronto de outubro também tem sido destacada: pesquisa recente indicou que sua aprovação subiu de 43 % para 53 % logo após a ação policial.


O governo estadual espera que essas novas operações contribuam tanto para remover o poder de fogo das organizações criminosas quanto para recuperar controle territorial em favelas e periferias onde há pouca presença institucional.


No entanto, a estratégia de invasões e incursões em série também provoca críticas. Organizações de direitos humanos questionam a letalidade das operações e pedem maior transparência sobre os mandados, os alvos e os critérios de atuação.


Outra preocupação refere-se à continuidade após o impacto imediato: sem políticas públicas de longo prazo — como educação, emprego e infraestrutura — a simples repressão tende a gerar efeito apenas temporário, segundo analistas.


O discurso de Castro, que mistura rigidez repressiva com promessa de planejamento estratégico, mostra a prioridade dada pela atual administração estadual ao tema da segurança pública.
No comunicado oficial, o governador indicou que essas operações não visam apenas conter o tráfico, mas desarticular o braço financeiro e logístico das facções, procurando atingir seus recursos, armas e insumos.


Ainda que o modelo de ação seja mais localizado e de curta duração, o custo operacional e o risco para agentes seguem elevados. O estado, portanto, terá de investir em inteligência, logística, proteção de policiais e apoio jurídico.
Castro defendeu que a atuação não será isolada: haverá compartilhamento de experiências com outros estados, por meio do Consórcio da Paz, recém-lançado com participação de diversos estados brasileiros.


O contexto também mostra disputa política: enquanto o governador busca demonstrar ação, opositores destacam que tais operações devem ser acompanhadas de avaliação pública e prestação de contas claras sobre danos colaterais e civis impactados.
Por ora, o anúncio das dez operações serve como alerta para os grupos criminosos e como instrumento de comunicação política para o governo estadual. Resta agora observar se haverá resultados concretos, além da visibilidade à medida.


Em resumo, Cláudio Castro assume a tarefa de intensificar o confronto com o crime organizado no Rio de Janeiro, apostando em uma série de intervenções planejadas para curto prazo, sob o argumento de que esse é o caminho para “retomar” o estado. A eficácia e os efeitos de médio e longo prazo dessas ações ainda são objeto de acompanhamento público e técnico.

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