Veja o porque o IML ainda não confirmou o nome da “Japinha do CV” entre m*rtos da megaoperação

O fato de o Instituto Médico Legal (IML) não confirmar o nome de “Japinha do CV” entre os mortos da megaoperação no Rio de Janeiro é o clímax da lenda que a própria facção se esforça para construir.

A ausência de seu nome na lista não é apenas um dado técnico; é um vazio de informação que o crime organizado preenche imediatamente com o mito da invencibilidade.

A notícia de que ela poderia ter morrido, não confirmada pelo IML, age como um fio desencapado de incerteza, eletrizando a comunidade e a mídia com o mistério de seu paradeiro.

O tráfico se beneficia diretamente dessa falta de certeza. A não-confirmação é, para o CV, a prova viva de sua eficácia em guerra de informação.

Se a polícia não pode provar que ela está morta, a narrativa do submundo de que “ela enganou a todos e está viva” se fortalece e se propaga com velocidade.

A figura de “Japinha” se torna um ícone de marketing de resistência: ela sobrevive à maior operação, ela dribla a inteligência, ela é a prova de que a facção tem um passo à frente.

O IML, com sua precisão científica, é a última barreira contra o boato. Mas a demora ou a ausência de um nome é suficiente para transformar a dúvida em crença.

A lenda de que a criminosa não pode ser pega ou morta reforça o medo na comunidade e a audácia dos recrutas. O mito vale mais que a pessoa.

É crucial entender que o poder de “Japinha” não reside em sua capacidade operacional, mas em seu capital simbólico como a face feminina e desafiadora do Comando Vermelho.

A sociedade e a imprensa, ao cobrirem a incerteza do IML, dão oxigênio ao mito da necropolítica do crime: a capacidade de transcender a própria morte.

A não-confirmação do óbito desmoraliza a narrativa oficial de sucesso policial, sugerindo que um dos alvos centrais da operação escapou.

A facção usa as redes sociais para semear a dúvida, e a precisão burocrática do IML, que exige identificação rigorosa, atua como um amplificador não intencional dessa dúvida.

Este caso demonstra que, no universo da criminalidade midiática, a ausência de um corpo é mais poderosa que a presença de cem.

O verdadeiro custo da incerteza recai sobre a segurança pública. A lenda viva alimenta a desconfiança e o ciclo de medo nas comunidades dominadas pelo tráfico.

A polícia precisa urgentemente não apenas de inteligência para operações, mas de inteligência de comunicação para anular o poder das lendas urbanas do crime.

O enigma de “Japinha” é um espelho da falência em controlar a narrativa. A ausência de um nome na lista de mortos é interpretada como um sinal de vitória pelo inimigo.

A lenda de “Japinha” continuará a recrutar e a desafiar o Estado enquanto a ausência de seu corpo no IML for a única prova que a sociedade tem de seu paradeiro.

O maior desafio para as autoridades não é encontrá-la, mas desmistificá-la, provando que o crime, no final, é mortal e não um mito invencível.

A pergunta que persiste é: até quando o Rio de Janeiro permitirá que suas maiores criminosas se transformem em lendas por omissão da prova científica?

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