De Feirante a Campeão: Rodrigo Pantera Conquista o Mr. Olympia Brasil e Ganha o Pro Card da IFBB

O baiano Rodrigo Pantera alcançou uma das maiores conquistas de sua trajetória ao vencer, no último sábado, a categoria amadora Classic Physique Open C assim como o título “Overall” – que consagra o campeão absoluto entre todas as subdivisões – da quinta edição do Mr. Olympia Brasil.

Natural do povoado de Km‐100, em Brejões, interior da Bahia, Pantera vinha de uma rotina de trabalho simples — atuou como feirante, pedreiro e repositor de supermercado — antes de migrar para a rotina de atleta e influenciador digital.

O título promete impulsionar sua carreira ao conceder-lhe o “Pro Card” da International Federation of Bodybuilding & Fitness (IFBB), documento que autoriza competir entre profissionais do fisiculturismo.

Pantera, que acumulava cerca de seis milhões de seguidores no TikTok — conforme levantamento recente — passou a mostrar seus treinos, refeições e cotidiano sem filtros, o que o tornou um fenômeno nas redes sociais e atraente para o meio fitness.

“Levei cinco anos trabalhando na feira, depois trabalhei como pedreiro e repositor no mercado. Depois disso, decidi seguir a minha carreira, com fé e coragem segui o que queria da minha vida: viver disso que estou vivendo agora, de ser um atleta, influenciador”, declarou Pantera em entrevista às vésperas do campeonato.

Ele não escondeu o quanto o momento representa para sua trajetória: “Dizer que estou vivendo disso é muito gratificante porque não foi fácil chegar até aqui. Quero chegar ainda mais alto. Se Deus quiser vou conseguir, e eu acredito.”

Na competição, Pantera superou adversários de alto nível e demonstrou equilíbrio, técnica e presença de palco que impressionaram jurados e público. A conquista da “Overall” reforça que sua performance se destacou não só dentro de sua subdivisão, mas frente a todos os participantes amadores do evento.

Com o “Pro Card” em mãos, ele passa a figurar no universo dos atletas profissionais da IFBB — condição que altera seu status competitivo e exige novas ambições e compromissos.

Pantera já expressou que tem como meta enfrentar o campeão profissional brasileiro Ramon Dino, atual referência nacional na categoria Classic Physique. “A gente vai trabalhar ainda mais pesado e pegar a vaga para o Olympia competindo com o Ramon, se Deus quiser”, afirmou.

Ele admite admirar Ramon Dino e reconhece a magnitude de ter a oportunidade de subir ao palco ao lado de seu ídolo: “Todo atleta tem o intuito de ganhar. Não estou falando que vou ganhar do Ramon. Estou falando que posso competir com ele.”

Para atingir esse nível, Pantera precisa dar passos estratégicos: conquistar dois títulos internacionais reconhecidos pela IFBB, o que abrirá vaga para o Mr. Olympia mundial. No Brasil, o caminho típico para quem se profissionaliza envolve vitória amadora nacional seguida por desempenho relevante no cenário internacional.

Sua história de origem humilde chama atenção porque ilustra com clareza a transformação pessoal: de feirante no interior baiano a digital influencer e atleta de elite do fisiculturismo. Esse enredo conecta-se com públicos que veem no esporte não apenas estética, mas mobilidade social e disciplina.

O engajamento nas redes, no qual Pantera divide desde refeições simples — como uma compra de 15 kg de sobrecoxa de frango que viralizou — até treinos, mostra um perfil autêntico e identificável, contrastando com a imagem tradicionalmente mais inacessível de atletas de elite.

Sua família permanece no interior da Bahia, enquanto ele vive em São Paulo com a esposa e a filha, fato que reforça a mudança geográfica e de condição social que acompanha sua ascensão.

No evento deste fim de semana, sua apresentação foi um divisor de águas: não apenas por vencer, mas por juntar carisma, massas musculares e narrativa pessoal de superação — elementos que ampliam sua visibilidade tanto no esporte quanto no marketing pessoal.

Especialistas em fisiculturismo avaliam que o sucesso de Pantera decorre da combinação entre genética atlética, disciplina rigorosa e comunicação eficaz nas redes, fatores que hoje determinam, em boa medida, o êxito profissional dentro e fora do palco.

Com a carteirada para competir como profissional, ele enfrenta um cenário diferente: mais exigente em termos de físico, estética, mídia e pressões de patrocinadores — além de adversários mais experientes e dedicados. Será um novo patamar.

Em entrevistas após a conquista, Pantera manifestou gratidão à base que construiu e sinalizou que não pretende voltar às condições anteriores: “Tenho medo, na verdade. De voltar para quem eu era.” A frase evidencia que, para ele, o esporte representa mudança de vida.

O resultado alcançado também ilumina o mercado de fisiculturismo no Brasil, que cresce em visibilidade e público — tanto para atletas emergentes quanto para o ciclo de influenciadores fitness que se consolidam em mídias sociais e eventos ao vivo.

Agora, com o “Pro Card” assegurado, Rodrigo Pantera prepara os próximos passos: intensificar a preparação física, buscar competições profissionais internacionais e construir sua marca como atleta global — de olho no sonho maior de disputar o Mr. Olympia mundial.

Seus seguidores e o público em geral acompanharão não apenas sua evolução muscular, mas também sua narrativa de vida: de trabalhador braçal a atleta profissional, incentivando outros que aspiram transcender limites por meio do esporte e da disciplina.

Com isso, a trajetória de Rodrigo Pantera simboliza, mais do que um título, a convergência entre superação pessoal, mídia digital e alta performance atlética — e aponta para um futuro promissor no panorama internacional do fisiculturismo.

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