“Alienígenas são na verdade demônios”, diz Charles Duke, ex-astronauta da Missão Apollo 16

O ex-astronauta Charles Duke, que participou da histórica missão lunar da Apollo 16, trouxe à tona nas últimas semanas uma declaração polêmica e amplamente repercutida: para ele, as supostas presenças alienígenas não seriam seres vindos de outros planetas, mas sim demônios.

Para compreender essa afirmação, é essencial contextualizar a trajetória de Duke. Nascido em 1935, ele realizou a sua caminhada lunar em 1972, tornando-se um dos poucos humanos a pisar na superfície da Lua. A experiência o marcaria profundamente – não apenas em termos científicos, mas sobretudo espirituais. Após a missão, ele adotou uma fé cristã fervorosa, que se tornou a lente através da qual passou a interpretar a existência da vida extraterrestre.

Em entrevistas recentes, Duke afirmou que a perfeição aerodinâmica e os movimentos quase impossíveis atribuídos aos objetos voadores não identificados (OVNIs), que supostamente visitam a Terra, não podem ser explicados por nenhuma tecnologia humana conhecida. Por essa razão, ele acredita que estão relacionados a forças sobrenaturais. Para ele, essas entidades agiriam como enganos, desviando a atenção da humanidade de Deus e tentando corromper a compreensão espiritual do universo.

Duke vai além e sustenta que o termo “alienígena” é uma construção moderna, resultado de uma mentalidade científica que tende a materializar tudo o que escapa ao nosso entendimento. Para ele, a verdadeira natureza dessas aparições seria espiritual. Ele recorre à Bíblia para embasar sua visão, citando textos segundo os quais Satanás pode se apresentar como um “anjo de luz” e, portanto, pode disfarçar-se como algo benigno, mascarando intenções enganosas.

De acordo com essa postura, os encontros relatados por pessoas que afirmam ter sido abduzidas — e que envolvem narrativas de manipulações físicas, experimentações reprodutivas ou controle mental — teriam mais a ver com relatos de possessão ou ataque espiritual do que com visitas extraterrestres reais. Duke e outros adeptos dessa visão defendem que essas experiências aparecem frequentemente durante estados alterados de consciência, como paralisação do sono, pesadelos ou ataques demoníacos.

Essa abordagem tem raízes profundas no pensamento cristão que vê o mundo como parte de uma batalha espiritual entre forças divinas e demoníacas. Assim, a hipótese de que “aliens” sejam demônios não é inédita, embora poucos ex-astronautas tenham expressado essa convicção publicamente com a autoridade que Duke possui. A desconexão entre ciência e fé em seu discurso, portanto, tem motivado debates intensos.

Críticos afirmam que não há evidências objetivas para sustentar o argumento de que OVNIs são manifestações demoníacas. Organizações científicas e institutos dedicados ao estudo do universo, como a SETI, continuam a procurar sinais de vida inteligente além da Terra — até hoje sem conclusões definitivas. Para muitos cientistas, a ausência de provas, longe de confirmar teorias espirituais, apenas reforça a necessidade de mais investigação.

Enquanto isso, a comunidade religiosa, especialmente de correntes evangélicas conservadoras, recebeu as declarações de Duke com apoio e entusiasmo, compreendendo-as como um alerta contra buscas por significados cósmicos sem considerar interpretações espirituais. Alguns teólogos interpretam a posição do ex-astronauta como um chamado a retomar uma visão do universo centrada em Deus, e não em tecnologias ou seres extraterrestres.

No entanto, há também religiosos e pesquisadores cristãos que rejeitam categoricamente essa equivalência entre alienígenas e demônios. Esses setores argumentam que demonizar qualquer fenômeno desconhecido pode reforçar preconceitos e obscurecer a possibilidade, ainda legítima, de contato com inteligências que estejam além de nosso conhecimento.

Duke, por sua parte, insiste que sua convicção não é fruto de medo ou ignorância, mas de experiência e fé. Ele afirma que a caminhada espacial mudou seu olhar sobre a existência — não por revelar novos mundos habitados, mas por fazê-lo enxergar o planeta Terra sob uma luz espiritual intensa. Essa percepção, somada à leitura literal das Escrituras, fortaleceu sua crença na existência de realidades paralelas, onde forças sobrenaturais operam.

Além disso, o ex-astronauta sustenta que o crescente interesse público em seres extraterrestres poderia estar sendo explorado por essas mesmas forças para disseminar uma “mentira global”. Nesse entendimento, a ideia de que “não estamos sozinhos” representaria uma distração deliberada, desviando a humanidade da busca por Deus e ampliando a cega confiança na ciência como principal fonte de explicação para tudo.

Especialistas em ufologia e mídia especializada afirmam que o episódio reacendeu o debate sobre a linha tênue entre espiritualidade e espetacularidade mediática. Para alguns, Duke expõe uma visão cristã legítima dentro de um debate aberto. Para outros, suas declarações misturam fé com especulação e ampliam o fosso entre ciência e crença.

Independentemente do posicionamento individual, a reverberação global do tema evidencia que a busca por vida inteligente continua a desafiar não apenas a ciência, mas as próprias concepções filosóficas e religiosas sobre quem somos e qual é o lugar da humanidade no universo.

O que chama atenção é que essas declarações surgem em um momento de amplas discussões sobre a origem dos OVNIs. Reportagens recentes revelaram que alguns governos tratam esses fenômenos como ameaças que não se encaixam em explicações terrestres — mas, até o momento, nenhuma prova concreta em nível público confirmou a existência de seres alienígenas.

Ao posicionar-se contra a hipótese de vida alienígena, Duke articula a narrativa de que, se “algo” parece trazer conhecimento tecnológico além do humano, isso é um sinal de que a origem é espiritual, e não física. Ele sustenta que tudo no universo foi criado por Deus e que qualquer tentativa de atribuir autonomia criadora a outras formas de vida seria um desvio perigoso da verdade divina.

No meio desse debate, surgem questionamentos sobre a legitimidade de assumir interpretações espiritualizadas sem base científica. Ainda assim, esse diálogo reacende velhas questões filosóficas: até que ponto a ciência pode penetrar mistérios metafísicos? E se algo finalmente rompesse os limites do conhecido, qual seria o impacto para a fé humana?

Em última análise, o caso de Charles Duke lança luz sobre uma das mais antigas e profundas indagações humanas: o que estamos por trás das estrelas? Para ele, não há resposta a essa pergunta dentro dos limites da ciência moderna — o que existe lá fora é algo que desafia a razão humana, algo espiritual.

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