Mãe da Marília Mendonça compra terreno em condomínio de luxo para construir casa á beira do lago

Há quem construa casas para morar.
E há quem construa espaços para respirar — ou recomeçar.

Dona Ruth, mãe de Marília Mendonça, parece fazer parte do segundo grupo.
A compra de um terreno no condomínio de luxo Fazenda Canoa, em Goiás, não é apenas um investimento ou um gesto de conforto: é, sobretudo, um movimento simbólico.

Desde a partida precoce da filha, em 2021, Dona Ruth tem sido o rosto público da saudade e da força.
Agora, ao projetar uma casa à beira do Lago Corumbá IV, ela parece querer transformar o luto em paisagem, e a ausência em um espaço de presença serena.

O local é descrito como um refúgio de natureza exuberante, com vinícola própria, praia para banho e uma arquitetura voltada à contemplação.
Mas o significado vai além do lazer e da estética.

Construir ali é fincar raízes em um território de silêncio — onde o tempo desacelera e a dor pode, enfim, respirar.
Em meio à vida pública e à lembrança constante de Marília, Dona Ruth busca um ponto de equilíbrio entre memória e descanso.

O gesto também revela algo sobre a relação entre intimidade e exposição.
Desde a morte da cantora, cada passo da mãe é acompanhado pelo olhar coletivo de um país que se reconhece em sua perda.

A casa de campo, portanto, surge quase como um antídoto.
Um lugar para existir longe dos palcos e das manchetes, onde o cotidiano não precise ser traduzido em posts ou entrevistas.

Há, ainda, um contraste interessante entre o luxo do empreendimento — com lotes que chegam a R$ 1,5 milhão — e a simplicidade emocional do propósito.
Não se trata de ostentação, mas de refúgio.

A “Fazenda Canoa” é, ironicamente, um nome perfeito.
Porque o que Dona Ruth parece buscar agora é exatamente isso: uma travessia.

Uma travessia entre a dor e a serenidade, entre a lembrança e o presente, entre o mundo da filha artista e o da mãe que segue vivendo.

E talvez, mais do que um lar, o que ela esteja construindo seja uma metáfora — um espaço onde o amor continua, mesmo quando o som da voz que o inspirou já se calou.

Porque algumas casas são feitas de tijolos e cimento.
Outras, de saudade e recomeço.

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