O corpo do pequeno Arthur da Rosa Carneiro, de apenas dois anos de idade, foi encontrado na manhã desta terça-feira (14) nas margens do Rio Tibagi, no Paraná, conforme confirmaram as autoridades locais.
A criança estava desaparecida desde a tarde da última quinta-feira (9), quando sumiu de dentro de casa, em uma área rural próxima a uma mata e ao rio. Desde então, equipes de busca compuseram uma operação intensa para localizá-la.
No mesmo dia em que seu desaparecimento foi relatado, os bombeiros localizaram uma mamadeira atribuída a Arthur nas margens do rio, o que alimentou a hipótese de que ele poderia ter entrado na água. A localização da mamadeira ficou a cerca de 80 metros do ponto onde o corpo foi encontrado.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, o corpo foi localizado aproximadamente 80 metros distante da mamadeira.A área foi isolada para que a Polícia Civil e a perícia técnica conduzissem os procedimentos de praxe.
A respeito das buscas, participaram do trabalho agentes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Defesa Civil, além de voluntários. Também foram empregados recursos como drones, cães farejadores e varreduras em terra e água.
Equipes vindas de Curitiba, integrantes do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), reforçaram os esforços em campo em trechos de até 300 metros em cada margem do rio, mas até então não haviam encontrado indícios do paradeiro da criança.
O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico-Legal (IML) e passará por exames para identificação e necropsia, a fim de determinar as causas e as circunstâncias do falecimento. A investigação ficará a cargo da Polícia Civil do Paraná, em conjunto com a perícia técnica.
Até o momento, não há confirmação pública sobre a ocorrência de homicídio, nem indícios concretos de ato criminoso. As autoridades trabalham com hipóteses, inclusive a de acidente.
O local onde o corpo foi achado permanece isolado, para permitir o trabalho dos peritos e preservar vestígios, caso existam. A perícia foi acionada assim que a localização foi confirmada.
No momento em que desapareceu, Arthur estava dentro de sua casa, em zona rural, próximo à vegetação e ao rio, condição geográfica que dificultou as buscas iniciais. A extensão da mata e a proximidade com o leito fluvial ampliaram o risco e os desafios logísticos para os buscadores.
Durante os dias em que as buscas transcorreram, moradores locais, vizinhos e familiares também colaboraram, integrando mutirões para auxiliar as equipes oficiais. A mobilização nas redes sociais foi intensa, com alertas e pedido de compartilhamento de informações.
Desde a notificação do desaparecimento, houve ativação do Amber Alert — sistema de alerta urgente voltado para casos de desaparecimento de crianças — que visa acelerar a divulgação e mobilização social.
Fontes policiais informaram que as condições climáticas e a característica do rio — com correntes e mudança de nível — podem influenciar na dificuldade de localizar e resgatar vítimas em casos semelhantes.
A necropsia deverá indicar se Arthur morreu por afogamento ou outro fator, bem como apontar eventuais marcas ou ferimentos que possam sugerir ação de terceiros.
A notícia da localização do corpo gerou comoção na região dos Campos Gerais do Paraná. Autoridades locais ainda não emitiram pronunciamento público detalhado sobre o desfecho.
A família de Arthur ainda não divulgou declaração oficial após a confirmação de sua morte. Até o momento, os canais institucionais mantêm silêncio em relação ao caso.
Os dados coletados pela perícia técnica e os depoimentos dos envolvidos nas buscas serão fundamentais para a elucidação do que efetivamente ocorreu nas horas em que a criança esteve desaparecida.
A Polícia Civil acompanhará a investigação, com vistas a apontar responsabilidades, se houver, bem como buscar fechar lacunas de informação existentes nos relatos preliminares.
Este episódio reacende o debate sobre segurança, vigilância e prevenção em áreas rurais próximas a corpos d’água, especialmente quando menores estão em risco.
A expectativa agora recai sobre os resultados das perícias e as conclusões oficiais que apontarão se o falecimento de Arthur foi ocasionado por tragédia, acidente ou ato criminoso.
Seguindo os procedimentos legais, o inquérito tramitará respeitando garantias processuais, com envio de laudos, oitivas e eventual responsabilização, se identificada conduta ilícita.
O caso permanece sob investigação e deverá ser acompanhado de perto pela sociedade e pela imprensa, em busca de esclarecimentos e de justiça para o pequeno Arthur.

