Influencer de 33 anos e filha de 15 são encontradas mortas em apartamento no Rio de Janeiro

Uma família catarinense cercada por uma história de sonhos e expectativas terminou envolvida em uma das mais enigmáticas tragédias recentes no Rio de Janeiro. As mortes inesperadas da influenciadora digital Lidiane Aline Lorenço, de 33 anos, e sua filha Miana Sophya Santos, de 15, acontecidas em um apartamento da Barra da Tijuca, deixaram familiares, amigos e seguidores perplexos. Embora ainda sem explicação oficial para os óbitos, vários fatores — misteriosos e tristes — marcam esse caso que se espalhou com rapidez nas redes sociais e nas manchetes nacionais.

As duas foram encontradas sem vida no interior da residência em que viviam, no 11º andar de um prédio residencial. O alerta para as autoridades veio de vizinhos, que relataram um odor forte e incomum vindo do apartamento, o que levou ao acionamento dos bombeiros e da polícia na noite da última sexta-feira. Quando os agentes forçaram a entrada, Miana foi localizada na sala de estar, enquanto Lidiane foi encontrada em um dos quartos. As autoridades acreditam que ambas já estavam mortas havia alguns dias.

Desde então, a investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro segue em andamento. O exame inicial de necropsia não identificou sinais de violência física nos corpos nem no imóvel. Nessa etapa, agentes da 16ª DP analisaram a cena e coletaram elementos que poderão comprovar a causa real da morte. As hipóteses ainda vão do intoxicação a problemas de saúde subdiagnosticados, e novos exames complementares foram requisitados para concluir o laudo definitivo.

As circunstâncias do caso reforçam um sentimento coletivo de perplexidade. Lidiane, natural de Santa Cecília, no oeste catarinense, havia construído uma base sólida de seguidores nas redes sociais e conciliava carreira como modelo com estudos de medicina em uma universidade privada do Rio. Há mais de cinco anos havia se mudado sozinha para a capital fluminense. A filha, que passou recentemente a morar com a mãe, estudava em uma escola pública em Santa Catarina antes da mudança.

Nos últimos dias, familiares e amigos descreveram Lidiane como uma mulher dedicada à carreira e à maternidade. Era comum vê-la publicar vídeos sobre sua rotina, viagens, estudos e momentos com Miana, com quem tinha relação próxima. O contraste entre o conteúdo leve compartilhado nas redes e a enigmática tragédia recente reforça o impacto profundo dessa perda entre quem acompanhava a vida da dupla virtualmente.

De acordo com testemunhas, mãe e filha não eram vistas por vizinhos ou parentes há pelo menos cinco dias antes da descoberta do corpo. A ausência coincidiu com a percepção do cheiro estranho, que, segundo relatos, começava a se intensificar com o passar das horas. Esse detalhe motivou o rompimento do silêncio pela comunidade do prédio — algo que, em circunstâncias normais, poderia ter passado despercebido.

No dia seguinte ao encontro, as duas foram sepultadas em Santa Cecília, em cerimônia fechada envolvendo familiares e amigos íntimos. O velório aconteceu em uma capela municipal, e, mesmo após o sepultamento, muitas perguntas permanecem sem resposta. O mistério sobre como duas pessoas aparentemente saudáveis perderam a vida em um espaço aparentemente seguro e sem evidências de violência alimenta especulações e levantamentos preliminares.

Especialistas em medicina forense apontam que casos sem sinais de agressão podem envolver envenenamento, gás, condições médicas súbitas ou mesmo intoxicações acidentais. Em geral, novos exames toxicológicos, histopatológicos e microbiológicos são determinantes para chegar ao diagnóstico. A expectativa é que os resultados complementares contribuam para fechar o caso e oferecer alguma explicação à família.

O episódio reacende debates sobre limites da vida pública naquele ambiente digital. Influenciadores muitas vezes apresentam versões edema de si mesmos, mas a realidade pode esconder fragilidades emocionais, psicológicas ou médicas que permanecem invisíveis aos seguidores. Em casos extremos como esse, uma investigação cuidadosa pode revelar qualquer uma dessas vertentes.

Por outro lado, familiares relatam que Lidiane vinha se dedicando intensamente aos estudos e aos planos de futuro enquanto preparava uma carreira internacional. Havia registros de que Miana, a filha, manifestava interesse em seguir carreira artística e participava de atividades extracurricularmente. A intensidade da perda é ainda maior por representar sonhos interrompidos no auge da juventude.

A Polícia Civil reforçou que segue trabalhando em todas as linhas de investigação e que ainda é cedo para apontar causa definitiva. O caso deve ser concluído nas próximas semanas, quando o laudo completo ficar pronto. Enquanto isso, os vizinhos e moradores do prédio relatam um clima de luto e preocupação. O episódio chama atenção para questões de prevenção, vigilância de sintomas e o acompanhamento de saúde mental — especialmente em ambientes urbanos e metropolitanos.

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