Bilionária e dona da TCA Airlines, Odete Roitman é morta a tiros no Rio

A capital carioca viveu momentos de intensa comoção nesta semana com o desfecho chocante de um dos maiores mistérios da teledramaturgia nacional. Odete de Almeida Roitman, empresária bilionária e presidente do grupo Almeida Roitman, proprietária da Transcontinental Airlines (TCA), foi assassinada com um tiro disparado em sua suíte no luxuoso Copacabana Palace. O crime, ocorrido na noite de segunda-feira, deixa o país em suspense enquanto a polícia investiga as circunstâncias e motivações por trás do ataque.

A vítima tinha 60 anos e estava hospedada na suíte presidencial do tradicional hotel da Zona Sul do Rio. Segundo testemunhas, ela foi encontrada ferida ao término da noite pelos funcionários, já sem vida. O evento abala o setor empresarial brasileiro, afetando diretamente o comando do império aéreo e levantando questões sobre a sucessão nos negócios.

O legado financeiro de Odete é monumental. À frente de sua companhia aérea, ela construiu um império avaliado em mais de R$ 3 bilhões. Sua história pessoal e empresarial é marcada por determinação e cálculo estratégico. Originária de Petrópolis, a empresária foi criada ao lado da irmã Celina em um lar de classe média. O talento para os negócios floresceu cedo, quando os pais mantinham uma confeitaria no centro da cidade.

Durante toda a carreira, Odete acumulou poder e inimigos. Sua postura severa, aliada à ambição desmedida, gerou rivalidades e desafetos em setores políticos e empresariais. Nos bastidores do mundo corporativo, era conhecida por sua influência sobre decisões estratégicas do setor aéreo nacional e por controlar uma rede de interesses além da aviação, incluindo investimentos em telecomunicações e infraestrutura.

Segundo fontes policiais, cinco pessoas estão no centro das investigações. Estão na lista negra: Heleninha Roitman, filha da empresária; o marido, César Ribeiro; a irmã Celina Junqueira; Maria de Fátima Acioli, sua ex-nora; e Marco Aurélio Cantanhede, braço direito na TCA. Todos tiveram contato direto com Odete nas horas que antecederam o crime.

Heleninha, com histórico de conflitos familiares, teria confrontado a mãe pouco tempo antes do ataque. Já César, um ex-modelo de sucesso em decadência financeira, descobriu que poderia se tornar herdeiro de metade do grupo após a morte da esposa. Por sua parte, Marco Aurélio manteve uma relação conturbada com Odete, marcada por constantes desentendimentos e rivalidades pelo controle da companhia.

Além do ambiente familiar conturbado, as circunstâncias do crime levantam dúvidas. Segundo peritos que estiveram no local, foi possível coletar fragmentos de projéteis que devem ser analisados para identificar o tipo de arma utilizada. As câmeras de segurança do hotel registraram movimentações suspeitas nos corredores horas antes do ocorrido.

A irmã da empresária, Celina, aparece em imagens próximas ao horário do crime. Já Maria de Fátima foi flagrada descartando um objeto no mar nas imediações do hotel. Embora as investigações sigam em sigilo, há indícios de que a arma possa ter sido jogada no mar pouco depois do disparo.

Marco Aurélio também figura como um dos principais suspeitos. Ele teria articulado planos para assumir o comando da companhia aérea caso Odete fosse removida do cargo. Testemunhas afirmam que, na noite da tragédia, ele e a esposa estavam hospedados em um quarto vizinho, o que coloca ambos em local estratégico para o crime.

As motivações que rondam o caso variam de vingança familiar a interesses financeiros e corporativos. O imaginário popular reacende um dos maiores mistérios da televisão brasileira: “quem matou Odete Roitman?”. A pergunta agora deixa de ser parte da ficção e se transforma em realidade nas investigações policiais.

O julgamento moral da sociedade alimenta a especulação sobre a responsabilidade de cada suspeito. A presença da imprensa nas ruas do Rio e as transmissões ao vivo intensificam a tensão e transformam o assassinato em caso de interesse público.

Enquanto isso, a família permanece em silêncio. O marido, César, chegou a cancelar compromissos e despachou um pedido de prisão científica para as autoridades. A filha Heleninha cancelou sua exposição de arte, e a irmã Celina se refugiou em sua casa no litoral.

O enterro de Odete está marcado para a próxima quarta-feira no Cemitério de São Francisco Xavier. A cerimônia será restrita a familiares e autoridades. A expectativa é de que três filhos, o esposo e o neto estejam presentes para o adeus final à matriarca que moldou um dos maiores impérios nacionais.

Para a polícia, o desafio não se restringe ao esclarecimento do homicídio. O enquadramento jurídico pode envolver agravantes, como premeditação e crime contra a ordem econômica, o que ampliaria a pena para os culpados.

Especialistas criticam a conduta de segurança do hotel e cobram explicações do Copacabana Palace, que ainda não se posicionou oficialmente. Haverá investigação sobre eventuais falhas no circuito interno e na escolta da empresária.

O assassinato de Odete Roitman representa um marco histórico. A mídia especula que o caso rivaliza com grandes episódios emblemáticos da cultura pop nacional, revivendo o mito da maior vilã da televisão brasileira.

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