GRAVE! Número de pessoas em situação de rua dobrou no governo Lula, de 160 mil para 345 mil

O Brasil enfrenta uma elevação expressiva no número de pessoas em situação de rua. Segundo relatório recente do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua/UFMG), o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) registrou, em março de 2025, 335.151 pessoas vivendo nas ruas.

Esse total representa um acréscimo em comparação com dezembro de 2023, quando se falou em cerca de 160 mil moradores de rua no país em alguns levantamentos que associam dados de ocorrências, planos sociais e estimativas.

O crescimento sinalizado pelos dados oficiais é preocupante e reflete uma mudança de magnitude na vulnerabilidade social urbana. Passar de algo próximo de 160 mil para mais de 335 mil indica que o problema da população de rua ganhou uma escala que desafia políticas públicas preexistentes.

É importante destacar que o OBPopRua baseia seus números no CadÚnico, instrumento governamental de registro de famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

O aumento documentado entre dezembro de 2023 e março de 2025 pressupõe tempo suficiente para que intervenções implementadas pelo governo federal comecem a surtir efeito, mas os dados sugerem que esses efeitos ainda não conseguiram conter a curva ascendente.

Regiões do país mostram distribuições distintas desse crescimento. A Região Sudeste concentra a maioria das pessoas em situação de rua, correspondendo a cerca de 63% do total nacional.

Outras regiões, como Norte, destacam-se por porcentagens muito menores, o que evidencia disparidades territoriais no acesso aos serviços, acolhimento e cobertura de políticas sociais.

Em relação à escolaridade, mais da metade das pessoas em situação de rua não terminaram o ensino fundamental ou possuem níveis muito baixos de instrução, fato que dificulta significativamente a inserção no mercado de trabalho formal.

No aspecto de renda, o estudo revela que cerca de 81% dessas pessoas sobrevivem com até R$ 109 por mês, valor que corresponde a fração pequena do salário mínimo vigente, o que mostra condições de vida extremamente precárias.

Faixa etária e perfil demográfico também foram contemplados: a grande maioria está na faixa de 18 a 59 anos; idosos respondem por porcentagem menor; há presença de crianças ou adolescentes, mas proporcionalmente reduzida; e há maioria masculina entre as pessoas nessa condição.

O fenômeno envolve também alta concentração demográfica em capitais. Exemplos: São Paulo abriga quase 100 mil pessoas em situação de rua; Belo Horizonte aparece em terceiro lugar entre capitais, com mais de 14 mil residentes de rua; Rio de Janeiro também tem número elevado.

As causas apontadas para esse aumento são multifatoriais. Entre as razões principais estão desemprego, inflação persistente, déficit habitacional grave, informalidade crescente, fragilidades no sistema de assistência social e desalinhamento entre políticas municipais, estaduais e federais.

Além disso, subnotificação histórica ou deficiência no registro de pessoas em situação de rua agrava o problema de se ter uma base estatística precisa, o que dificulta a formulação de políticas públicas calibradas.

Há também relatos de que mudanças nos procedimentos de coleta de dados no CadÚnico — capacitação de entrevistadores, melhoria da atuação municipal — têm contribuído para que números antes sub-representados apareçam no cálculo, o que pode inflar parte da alta observada ou, ao menos, revelar realidades que antes não eram bem captadas.

Por outro lado, mesmo admitindo ajustes metodológicos ou melhorias no registro, a magnitude do aumento ultrapassa o que poderia ser explicado apenas por correção de dados, o que indica que realmente houve crescimento real no número de pessoas vivendo nas ruas.

O governo federal afirma que políticas estão em curso para acolhimento, proteção social, geração de renda, emissão de documentos, alimentação e oferta de abrigos ou serviços especializados como Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua.

Entretanto, especialistas avaliam que essas políticas não têm sido suficientes para reverter as pressões socioeconômicas que empurram pessoas para a rua ou impedem que deixem essa condição. A cobertura, a intensidade e igualmente a capilaridade territorial das medidas ainda estariam abaixo do necessário.

A Constituição Federal, leis e regulamentos garantem direitos à assistência social, à moradia e à dignidade para todas as pessoas, incluindo aquelas em situação de rua, mas cumprir tais garantias requer investimentos orçamentários expressivos, articulação de entes federativos e monitoramento contínuo.

Casos de violências, violações de direitos humanos, invisibilidade social e problemas de saúde associadas à vida nas ruas agravam a situação. O levantamento revela que ocorrências de violência contra pessoas em situação de rua são significativas e que muitos casos ocorrem em locais públicos ou em serviços que deveriam proteger essa população.

Para especialistas, também é vital ampliar programas de moradia de interesse social, oferta de aluguel social, programas de renda mínima, além de articulação entre assistência social, saúde mental, educação e políticas de trabalho/inclusão.

Sem essas medidas robustas e integradas, há risco de que o número continue crescendo, com consequências humanas, sociais, econômicas e políticas graves — aumento da desigualdade, piora das condições sanitárias e de saúde, e impacto nas finanças públicas municipais.

Em termos de SEO, esta questão necessariamente dialoga com temas como direitos humanos, políticas de assistência social, crise habitacional, desigualdade urbana — termos que têm alto valor para tráfego de busca e relevância institucional.

O registro crescente deve servir como alerta para a sociedade civil, para imprensa, para poder público: monitorar com transparência, exigir dados confiáveis, fiscalizar as políticas em curso e avaliar suas efetividades.

Aumentar a visibilidade do problema pode fomentar engajamento público, pressão política e responsabilidade institucional para que as promessas de políticas sociais deixem de ser apenas retóricas e passem a garantir impacto real.

Se as tendências observadas se confirmarem, Brasil terá de acelerar significativamente as ações contra a pobreza urbana, ampliar recursos, ajustar políticas locais às necessidades demográficas e territoriais, e garantir respeito aos direitos fundamentais para todos que hoje vivem sob vulnerabilidade extrema.

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