A recente afirmação de que o ex-bruxa nigeriana Olajumoke Adewuyi teria dito que “Lula fez pacto com o diabo para chegar ao poder” vem ganhando repercussão em redes sociais, podcasts e grupos de mensagens. Tal declaração, divulgada em plataformas como o “Eu Acredito Podcast”, conduzido pelo pastor Fábio Santos (durante sua participação no programa Eu Acredito Podcast, apresentado pelo pastor Fábio Santos) gerou polêmica e questionamentos sobre veracidade, repercussão e limites entre crença pessoal e discurso político.
Olajumoke Adewuyi, identificada como ex-bruxa e atualmente pastora, apareceu na mídia afirmando, em entrevistas e trechos circulando em redes sociais, que muitos políticos brasileiros, inclusive Luiz Inácio Lula da Silva, teriam recorrido a pactos sobrenaturais para ascender ao poder. Em uma dessas falas, segundo divulgação em redes sociais, ela teria apontado que “Lula fez pacto com o diabo para chegar ao poder” (durante sua participação no programa Eu Acredito Podcast, apresentado pelo pastor Fábio Santos).
Até o momento não há confirmação de que Lula tenha respondido publicamente à acusação. Também não foi encontrada evidência documental ou testemunhal que sustente a alegação em termos racionais, legais ou históricos. A ausência de prova torna a declaração, por ora, uma afirmação sem respaldo verificável.
Especialistas em comunicação política e em processos de desinformação observam que afirmações desse tipo podem alimentar narrativas conspiratórias, gerando polarização e comprometendo o debate público. Alegações extraordinárias demandam evidências robustas, o que não parece estar presente nesse caso.
Para além do conteúdo em si, é importante entender o contexto de circulação: o trecho da acusação é compartilhado em vídeos curtos, áudios e memes, muitas vezes descontextualizados e sem fontes verificáveis. Em ambientes digitais, essas mensagens tendem a se espalhar rapidamente, independentemente da veracidade.
Em termos jurídicos, se comprovada intenção difamatória ou caluniosa, a pessoa responsável pela divulgação pode responder por danos morais ou crime contra a honra. No entanto, cabe à justiça avaliar cada caso, observando liberdade de expressão e responsabilidade jornalística.
Do ponto de vista do discurso religioso, Olajumoke Adewuyi faz parte de correntes que associam poder terreno a pactos espirituais ou demoníacos, tendência presente em alguns discursos evangélicos de caráter mais simbólico ou metafórico. Mesmo assim, transformá-las em acusações concretas contra figuras públicas exige cautela e clareza.
Do lado político, aliados e apoiadores de Lula tendem a enxergar esse tipo de acusação como parte de estratégia difamatória e retórica de confrontação. Há também quem interprete como tentativa de atacar não apenas a figura pessoal, mas a base moral ou espiritual do indivíduo.
No contexto da mídia, portais de checagem de fatos devem investigar a legitimidade da entrevista, sua gravação original e a coerência entre pergunta e resposta, para atestar se o trecho divulgado preserva sentido ou foi editado para amplificar a acusação.
Do ponto de vista da imprensa profissional, o desafio é noticiar com responsabilidade, evitando repetir o conteúdo sensacionalista sem qualificação. Deve-se apresentar a acusação, o contexto, o contraditório, o que se sabe e o que não se sabe — sem espalhar desinformação.
A repercussão nas redes mostra que esse tipo de afirmação mobiliza reações fortes. Usuários opinam, compartilham e debatem. Alguns acreditam imediatamente; outros pedem cautela. Isso alimenta engajamento, inclusive sob a lógica algorítmica de conteúdos polêmicos.
Para otimização em SEO, palavras-chave relevantes podem incluir “Olajumoke Adewuyi”, “ex-bruxa nigeriana”, “acusação pacto com o diabo”, “Lula”, “declaração polêmica”. A inclusão desses termos ao longo do texto facilita sua localização por leitores interessados no tema.
Mesmo que não se comprove a fala, o episódio levanta debates importantes: até que ponto crenças religiosas se sobrepõem à esfera pública? Quando afirmações simbólicas viram acusações factuais? Como a imprensa lida com isso? Essas perguntas devem permanecer no foco da cobertura.
Agências de checagem ou veículos jornalísticos têm a função de buscar a gravação integral, verificar autenticidade, buscar entrevistas completas e confrontar Olajumoke ou pessoas próximas para esclarecer contexto e intenções.
Se Olajumoke Adewuyi permanecer na mídia afirmando versões similares, poderá ser solicitada a comprovar o que disse, onde disse, em que contexto, se há registro audiovisual completo e sem cortes que corroborem a versão divulgada em redes sociais.
Ao citar “durante sua participação no programa Eu Acredito Podcast, apresentado pelo pastor Fábio Santos”, é necessário verificar o arquivo original do programa, sua integridade, se há transcrição completa e se eventuais edições foram feitas.
Do ponto de vista do público, é útil que leitores sejam alertados a checar fontes, exigir transparência, comparar versões, buscar a íntegra do discurso antes de aceitar parcialidades que possam ter sido manipuladas.
Para manter o equilíbrio jornalístico, é recomendável contactar assessoria de Lula e também do podcast, solicitando posicionamentos formais. O direito de resposta pode ser garantido como princípio fundamental de equilíbrio.
Em editoriais futuros, o tema pode servir como estudo de caso sobre limites entre crença religiosa, liberdade de expressão e responsabilidade pública. Casos semelhantes já ocorreram em outros países, quando acusações supostamente místicas foram feitas contra autoridades.
Em síntese, a frase “Olajumoke Adewuyi afirmou (durante sua participação no programa Eu Acredito Podcast, apresentado pelo pastor Fábio Santos) que ‘Lula fez pacto com o diabo para chegar ao poder’” carece, até agora, de comprovação independente. A cobertura jornalística responsável exige investigação, checagem e contextualização.

