Amigos de Virgínia curtem postagem que compara Zé Felipe a Whindersson afirmando que ele está deixando Virgínia receber todo o hate

Até que ponto o silêncio é uma escolha estratégica — e até que ponto é uma forma de abandono? Essa é a pergunta que surge quando o nome de Zé Felipe volta a circular, não pelo sucesso musical, mas pelo embate simbólico em torno de sua relação com Virginia Fonseca e seus aliados mais próximos.

 

O episódio mais recente envolve Maressa Lopes e Hebert Gomes, dupla inseparável da influenciadora, que reagiu com ironia após o cantor deixar de segui-los nas redes sociais.

 

A resposta foi sutil, mas calculada: um “like” em uma publicação que comparava Zé Felipe a Whindersson Nunes no fim de seu casamento com Luísa Sonza.

 

A sugestão é clara — assim como Whindersson teria deixado Sonza sozinha no tribunal da opinião pública, Zé estaria permitindo que Virginia carregue o peso das críticas.

 

Se isso é verdade ou não, importa menos do que o modo como a narrativa se instala. No ecossistema digital, percepção é quase sempre mais relevante do que fato.

 

O silêncio, nesse contexto, não é neutro. É lido como omissão, indiferença ou até mesmo culpa.

 

Virginia, com sua presença diária e exaustiva nas redes, torna-se alvo natural de ataques. Sua exposição contínua funciona como combustível para narrativas hostis.

 

Já Zé, ao adotar um perfil mais contido, parece escapar momentaneamente do escrutínio. Mas essa ausência cobra um preço.

 

Quando ele não se posiciona, abre espaço para que outros o façam em seu lugar — e, geralmente, contra ele.

 

A comparação com Whindersson e Luísa não surge do nada. É um atalho narrativo poderoso porque ativa a memória coletiva de um caso que mobilizou multidões e ainda ecoa na cultura digital.

 

Assim, o debate sobre o casal extrapola o íntimo. Ele revela como a sociedade projeta expectativas sobre gênero, responsabilidade e narrativa.

 

Por que a mulher sempre parece mais vulnerável ao ódio digital? Por que o homem pode se calar sem que isso comprometa imediatamente sua imagem?

 

A resposta está na assimetria estrutural das redes: quem fala mais é mais atacado; quem se cala, paradoxalmente, preserva-se — ao menos no curto prazo.

 

Mas há um risco oculto. O silêncio prolongado pode cristalizar a imagem de alguém alheio ao sofrimento alheio, alguém que assiste de fora enquanto a parceira é triturada pela máquina de comentários.

 

Nesse sentido, a crise de Zé Felipe não é apenas conjugal ou midiática. É também política, no sentido mais amplo do termo: trata de poder, de quem tem voz e de quem é responsabilizado por aquilo que não diz.

 

A disputa com Maressa e Hebert é apenas a superfície de uma fratura maior — a percepção de que Virginia, apesar do império digital que construiu, continua sozinha quando as redes decidem transformá-la em vilã.

 

No fim, a pergunta que ecoa não é sobre unfollow ou curtidas maliciosas. É sobre responsabilidade em tempos de hiperexposição.

 

Quem se cala está protegendo a intimidade ou terceirizando o peso da narrativa para o outro?

 

Na era das redes, não responder já é uma resposta. E o silêncio, quando lido como abandono, pode gritar mais alto do que qualquer declaração pública.

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